PUBLICIDADE
Topo

Esporte

Entenda por que assédio chinês a Bruno Henrique assusta mais do que a Dudu

Bruno Henrique levanta o troféu do Campeonato Brasileiro de 2018 - Alê Cabral/Agif
Bruno Henrique levanta o troféu do Campeonato Brasileiro de 2018 Imagem: Alê Cabral/Agif

17/12/2018 11h34

A expectativa por uma oferta vinda da China que pode tirar Dudu do Palmeiras acompanha o cotidiano do time há semanas. Mas há uma possibilidade que deixa a comissão técnica de Luiz Felipe Scolari ainda mais assustada: um possível assédio de clubes do país asiático a Bruno Henrique.

A explicação para o temor está na multa rescisória. Mesmo ciente de que os chineses não precisam atingir essa fortuna para fechar negócio, o Palmeiras tem como trunfo a exigência de liberar Dudu obrigatoriamente somente sob o pagamento de cerca de 60 milhões de euros (aproximadamente R$ 264 milhões). Com Bruno Henrique, o valor é bem mais baixo.

Leia também:

A multa rescisória de Bruno Henrique é mantida sob sigilo, mas Felipão já questionou à diretoria o seu valor e ficou preocupado. A quantia não é suficiente para afastar o assédio dos chineses, e perder alguém tão fundamental no esquema do campeão brasileiro como o capitão gera tensão no treinador desde as últimas semanas de trabalho na Academia de Futebol.

Por enquanto, tanto Palmeiras quanto os representantes de Bruno Henrique informam que nada chegou para o volante. Mas, diante do destaque que o jogador teve, presente em todas as seleções de melhores do último campeonato nacional, não é difícil imaginar que ele esteja nos planos de algum clube endinheirado da China.

O que tranquiliza Scolari e sua comissão é exatamente a postura do jogador. Bruno Henrique fez 29 anos em outubro e vem sendo elogiado publicamente por Tite, perdendo a chance de ir para a Seleção Brasileira no último semestre por estar em meio a jogos decisivos do Palmeiras. A possibilidade de defender o país é um atrativo capaz de segurá-lo por mais um tempo.

Bruno Henrique ficou uma temporada no exterior, defendendo o Palermo, da Itália, entre 2016 e 2017. Foi comprado pelo Palmeiras por cerca de 3 milhões de euros (R$ 11 milhões, na época) em junho do ano passado e tem contrato registrado na Federação Paulista de Futebol com o clube alviverde até 31 de maio de 2021. Com a camisa do Verdão, são 83 jogos e 18 gols. E a esperança de Felipão para que não seja encantado por uma fortuna que vier da China.

Esporte