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Gestão Andrés encara crise já em 1º ano de volta ao Corinthians

Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians
Imagem: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

20/10/2018 06h15

O retorno de Andrés Sanchez à presidência do Corinthians se deu de forma triunfal. Pouco mais de dois meses após vencer as eleições em fevereiro deste ano, o dirigente comemorou um título histórico na casa do rival Palmeiras com a conquista do Campeonato Paulista que rendeu e ainda renderá por muito tempo. No entanto, com a proximidade do fim da primeira temporada de volta ao comando, a gestão Andrés enfrenta a primeira grande crise, com problemas graves no futebol e um temeroso risco de rebaixamento.

Dentro de campo, o Corinthians vitorioso herdado por Andrés praticamente se desmanchou. A base bruta da comissão técnica saiu com a ida do técnico Fábio Carille para o Al Wehda, da Arábia Saudita. Saíram o auxiliar Leandro Silva, o preparador-físico Walmir Cruz, o preparador de goleiros Mauri Lima, o observador Mauro Silva e o analista de desempenho Denis Luup. A perda da estrutura foi minimizada pelo presidente, que garantia a reestruturação necessária, mas, passado cinco meses, o resultado ainda está na espera. Ele efetivou o auxiliar Osmar Loss, mas recuou com os maus resultados e apostou em Jair Ventura. O novo comandante não teve melhor sorte. Levou o time à final da Copa do Brasil, mas, sem o título, agora possui retrospecto péssimo: duas vitórias, três empates e cinco derrotas.

O futebol eficiente do Corinthians não existe mais e, além da questão da estrutura, pesou a saída de jogadores. Do time campeão ano passado e neste, foram embora com Andrés o zagueiro Balbuena, o volante Maycon e o meia Rodriguinho, todos titulares no título paulista. Também deixou o clube o lateral-esquerdo Sidcley, que estava emprestado pelo Atlético-PR. Andrés nega que tenha havido desmanche, com o argumento de que não havia como segurar os jogadores.

"O Balbuena eu fui obrigado a renovar por multa baixa, porque senão não renovava. O Maycon tava quase vendido desde o ano passado. O Sidcley não era nosso. Eu só vendi o Rodriguinho", declarou.

Fato é que o futebol do time caiu muito e as peças de reposição não vingaram. Para a zaga, o Corinthians apostou na base, com Pedro Henrique e Léo Santos, mas nenhum convenceu. Na lateral esquerda, Danilo Avelar ainda oscila muito. Douglas, contratado para a vaga de Maycon, também não se firmou. Ainda falta um meia de qualidade para a vaga de Rodriguinho, e o atacante reforçado com os centroavantes Roger e Jonathas passa longe de ser efetivo.

Com tantos problemas, o Corinthians agora se preocupa com o maior dos fantasmas, o do rebaixamento. A equipe ocupa a 11ª colocação no Campeonato Brasileiro com 35 pontos, apenas quatro acima do Ceará, primeiro da zona. Neste domingo, encara o Vitória no Barradão. Em caso de derrota, a situação será desesperadora, faltando oito rodadas para o fim do campeonato. Vale lembrar que Andrés era o presidente quando o time foi rebaixado em 2007. Depois, ele reergueu o clube, que ganhou tudo.

É nisso que Andrés se apega para dar outra volta por cima. Ele acredita que o clube tem força para se reestruturar e fazer um planejamento para se manter brigando por títulos em 2019. Disse que já está no mercado em busca de reforços.

No fim de 2008, depois de voltar à Série A, Andrés deu a carta que mudou de vez os rumos do Corinthians: a contratação de Ronaldo Fenômeno. Agora, os tempos são outros e ele repete que não haverá outro case como aquele. A preocupação por ora é livrar o time de qualquer risco e, assim, sair da primeira crise em sua volta ao clube.

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