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De novo bipolar, Palmeiras cede dois pontos após 1º tempo inteligente

20/07/2018 08h00

O Palmeiras reiniciou sua caminhada no Campeonato Brasileiro após a Copa do Mundo repetindo um erro que já incomoda o torcedor há algum tempo: ceder o empate após abrir o placar.

Foi a terceira vez seguida que isso aconteceu. Contra o Ceará, uma vitória por 2 a 0 virou empate por 2 a 2. Contra o Flamengo, o 1 a 0 transformou-se em 1 a 1, cenário que se repetiu nesta quinta-feira, contra o Santos, no Pacaembu. Poderiam ser nove pontos, mas foram apenas três.

Se tivesse somado os seis pontos que desperdiçou - e consequentemente tirado um do Flamengo -, o time de Roger Machado estaria dividindo a liderança com os cariocas e com o São Paulo. Isso sem falar nos jogos contra o Sport, na sétima rodada, quando perdeu em casa após abrir o marcador, e o Botafogo, na estreia, quando também cedeu o empate após estar na frente.

O Palmeiras tem se mostrado bipolar. Contra o Santos, fez um primeiro inteligente, com alta intensidade e boas novidades pós-Copa, mas teve postura muito passiva depois do intervalo e só acordou quando sofreu o gol de empate - Deyverson e Jean, que entraram logo depois do 1 a 1, tiveram chances claras perto do apito final.

Entre os fatores positivos, talvez o maior tenha sido Willian, que não se fixou na posição de centroavante em momento nenhum. Ao cair para as duas pontas, o camisa 29 sempre dava opção a quem estivesse com a bola e abria um corredor a ser preenchido por algum dos meio-campistas. Foi exatamente assim que saiu o gol de Lucas Lima, que infiltrou na área para receber do próprio Willian, que naquela hora estava aberto pela direita, e vencer Vanderlei.

A movimentação e o interesse de Lucas Lima, aliás, também foram boas notícias deste clássico. Dessa vez ele teve a companhia de dois armadores jogando como pontas. Saiu a velocidade de Keno (vendido) e Dudu (suspenso), entrou a articulação de Gustavo Scarpa (pela direita) e Hyoran (pela esquerda). O contra-ataque que poderia ter matado o jogo no fim do primeiro tempo - Alison cortou o chute de Hyoran em cima da linha - foi uma prova de que essa pode ser uma boa alternativa para o resto do ano.

Vale registrar também a importância que Scarpa e Hyoran tiveram ao colaborarem com os laterais na marcação aos velocistas que o Santos tem pelos lados, praticamente anulando a melhor arma do rival. Só que eles - e vários outros jogadores - não conseguiram manter a intensidade no segundo tempo. Talvez o período sem jogos oficiais tenha cobrado a conta e potencializado o cansaço, algo até esperado.

O Palmeiras foi perdendo potência e dando campo ao Santos até Gustavo Henrique aproveitar uma pane defensiva e empatar de cabeça aos 29 minutos da etapa final. Roger ainda não havia feito alterações até ali. A retomada do controle após as entradas de Jean e Deyverson, e depois de Artur, mostrou que talvez fosse melhor ter dado mais fôlego ao time antes.

Sexto colocado e com sete pontos a menos que o líder Flamengo, o Palmeiras pega o Atlético-MG às 16h de domingo, no Allianz Parque. O desafio é ser intenso e inteligente do início ao fim.

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