Dirigentes do Corinthians e Bruno Méndez são suspensos pelo STJD; veja punições

Os dirigentes Duilio Monteiro Alves e Alessandro Nunes foram suspensos após julgamento realizado nesta quarta-feira, pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), por conta dos episódios registrados durante o jogo contra o Grêmio, em Porto Alegre, no dia 12 de novembro. O zagueiro Bruno Méndez, expulso no confronto, também foi punido.

Duilio, presidente do clube, foi suspenso por 15 dias e multado em R$ 10 mil por ofender a arbitragem. Já Alessandro, gerente de futebol, pegou gancho de 60 dias e terá que pagar R$ 10 mil por tentar invadir a sala do VAR e por ofender o juiz do duelo.

Méndez, por sua vez, foi suspenso por dois jogos devido a "jogada violenta", em lance que acabou expulso depois de acertar com força excessiva o atacante Lucas Besozzi.

A decisão é de primeira instância e o Corinthians deve tentar efeito suspensivo para contar com o trio nas próximas duas rodadas do Campeonato Brasileiro.

Alessandro, vale lembrar, já estava suspenso preventivamente por 30 dias há cerca de uma semana e não compareceu aos jogos do Timão contra Bahia e Vasco.

No caso de Bruno Méndez, o zagueiro já ficou de fora da partida contra o Bahia, na Arena, por suspensão. Portanto, o beque tem apenas mais um jogo de pena para cumprir.

Veja a argumentação do Corinthians, representado pelo diretor jurídico Daniel Bialski:

A falta do Bruno Citaddini tinha um poder de trazer uma gravidade ao atleta e atingiu o tornozelo. Atleta reincidente e que sejam analisados os antecedentes. Ao atleta Bruno Alves pela procedência da denúncia.

Alessandro Nunes, confesso que é extremamente grave, a conduta praticada, a repercussão. Num ato de fúria pensado tentou invadir a sala onde ficam os equipamentos do var e que é vedado o seu acesso. Consta na ficha dele uma punição também ao artigo 258-B de 2022. O atigo 178 fala de levar em conta a gravidade, maior ou menor extensão, os meios empregados, os antecedentes ... fatos extremamente graves. O fato de ter ocorrido um erro de arbitragem não habilita os denunciados de fazerem valer com as próprias mãos o que querem. As imagens estão aqui para comprovar e contra o Alessandro foram quatro condutas. Existiu a ameaça, ofendeu e chamou a arbitragem de ladrões.

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O presidente Duilio da mesma forma por invadir no artigo 258-B e ofender a arbitragem no artigo 243-F. Presidente do clube chamar a arbitragem de ladrões, pela procedência e que se leve em consideração a gravidade na conduta. Todos devidamente identificados. As condutas praticadas envergonham o futebol brasileiro e trazem sim uma carga de ofensa, uma moralidade que é necessário ser respeitado.

Relembre o caso

Durante o intervalo do jogo entre Grêmio e Corinthians, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro, o gerente de futebol Alessandro tentou invadir a sala técnica do VAR. O dirigente ficou muito irritado com a não-marcação do pênalti em Matheus Bidu, em lance que antecedeu a expulsão de Méndez.

Além disso, o árbitro Rodrigo José Pereira de Lima relatou em súmula ofensas de Alessandro e Duilio:

"Informo que na saída da equipe de arbitragem do campo de jogo, após término do primeiro tempo, fomos abordados por diretores do S.C. Corinthians Paulista, na zona mista, vindo em nossa direção de forma grosseira e ostensiva, sendo contidos por policiais. Dentre eles foi possível identificar o presidente Duilio Monteiro Alves, e o gerente de futebol Alessandro Mori Nunes, onde o gerente citado proferiu de forma grosseira e ofensiva as seguintes palavras: 'Vagabundo, você é safado, tendencioso, seu ladrão'. Em seguida o presidente acima citado, foi até a entrada do vestiário da equipe de arbitragem proferindo as seguintes palavras: 'Seu vagabundo, ladrão', informo ainda que o mesmo não conseguiu o acesso ao vestiário da arbitragem devido a intervenção da polícia."

Após a partida, Alessandro explicou seu comportamento no local que não era permitida a entrada de dirigentes e imprensa: "Era uma área reservada para o VAR, mas eu fui protestar pela incompetência do (Rafael) Traci em ter auxiliado o árbitro de campo no pênalti escandaloso como aquele. Não é um comportamento decente para um gerente de futebol. Eu precisava me manifestar, foi uma forma de protesto, não foi agressão. Bati na porta, ela estava fechada, mas se tivesse aberta eu, com certeza, falaria com alguém como fiz falando com o árbitro do jogo mesmo de uma forma mais ríspida. Foi um protesto. peço desculpas novamente pelo nosso segurança ter tomado o segurança do colega de vocês (imprensa) mesmo ele estando em uma área indevida como eu estava naquele momento", disse.

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