Topo

O que se sabe sobre o golpe milionário envolvendo Bigode, Mayke e Scarpa

Do UOL, em São Paulo (SP)

11/03/2023 04h00Atualizada em 12/03/2023 23h58

Mayke, Gustavo Scarpa e Willian Bigode alegam ter sido vítimas de um golpe após terem investido quase R$ 30 milhões em criptomoedas. O caso viralizou ontem (10) e possui desdobramentos na Justiça.

O UOL separou o que se sabe sobre a história até o momento.

O que aconteceu?

O lateral Mayke e o meio-campista Gustavo Scarpa, ex-Palmeiras e atualmente no Nottingham Forest, acusam três empresas de terem aplicado um golpe milionário neles. São elas: Xland, WLJC Consultoria e Soluções Tecnologia Eireli.

Os dois dizem que tinham uma relação de amizade com Willian Bigode, que é sócio da WLJC, e que confiaram nele para fazer o investimento. Bigode defende o Fluminense, mas foi companheiro de equipe de ambos no Alviverde e indicou a Xland para a empreitada.

Eles afirmam que não receberam as quantias após o vencimento dos prazos e acionaram a Justiça.

O goleiro Weverton, do Palmeiras e da seleção brasileira, também perdeu dinheiro na empreitada, segundo noticiou o Fantástico neste domingo (12).

Quando a história começou?

Mayke e Scarpa afirmaram que aplicaram o dinheiro em maio de 2022.

O prazo para a devolução da quantia seria agosto, para Scarpa, e outubro, para Mayke.

Quanto eles investiram?

Mayke afirma ter depositado R$ 4,5 milhões e que deveria ter um retorno de R$ 3,2 milhões no período.

Scarpa, por sua vez, colocou R$ 6,3 milhões no investimento.

E Willian Bigode?

Em nota enviada ao UOL, o atacante e a WLJC afirmaram que também foram vítimas da Xland e que perderam R$ 17,5 milhões. Eles alegaram que entraram com pedido de resgate do valor em novembro do ano passado, mas que ainda não foram ressarcidos.

A empresa da qual Bigode é sócio não é uma corretora, ou seja, não pode realizar investimentos. A consultoria atua exclusivamente no ramo do planejamento financeiro.

Mayke é cliente da WLJC, enquanto Scarpa não possui relação com empresa ligada a Bigode. O depósito do dinheiro aconteceu diretamente com a Xland.

O que a Justiça já fez?

A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de contas da Xland, de seus sócios e da consultoria ligada a Bigode.

O juiz Christopher Alexander Roisin, da 14ª Vara Cível de São Paulo, bloqueou as contas dos sócios da Xland e de uma empresa ligada a Willian pelo caso do lateral, que teve prejuízo de mais de R$ 7 milhões.

No entanto, a Justiça paulista não encontrou nem 1 centavo nas contas da Xland Investiments, após buscas repentinas nas contas da empresa e de seus sócios.

Já o juiz Danilo Castro determinou, na semana passada, o bloqueio das contas tanto da WLJC quanto de seus sócios, incluindo Willian Bigode, pelo caso movido por Scarpa. O congelamento é de R$ 5,3 milhões, o limite do valor da ação.

Em decisão publicada no fim desta sexta (10), a Justiça de São Paulo determinou o desbloqueio das contas bancárias de Willian Bigode. O magistrado acolheu uma liminar movida pelos advogados do jogador e da empresa WLJC, da qual Willian é sócio e que também é parte no processo.

Por outro lado, em ação movida por Mayke (que cobra R$ 7,8 milhões), a penhora feita na empresa WLJC continua em vigor, mas ainda cabe recurso por parte de Willian e seus advogados.