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Arena do Atlético vira aliada improvável do Cruzeiro em briga com Mineirão

Ronaldo está em guerra com o Mineirão, por melhores condições para o Cruzeiro - Thomas Santos/Staff Images/Cruzeiro
Ronaldo está em guerra com o Mineirão, por melhores condições para o Cruzeiro Imagem: Thomas Santos/Staff Images/Cruzeiro

Victor Martins

Do UOL, em Belo Horizonte

26/01/2023 04h00

O Cruzeiro não vai jogar no Mineirão em 2023. É o que afirmou Ronaldo Nazário, o proprietário da SAF cruzeirense. O clube busca condições melhores para jogar no estádio e vai mandar seus jogos no Independência. Na negociação para alcançar o que deseja, a Raposa ganhou um aliado improvável: a Arena MRV, casa do rival Atlético-MG, que será inaugurada ainda no primeiro semestre de 2023.

  • A licitação do Mineirão tem uma cláusula que exige isonomia na relação com os clubes. Tudo o que for oferecido ao Cruzeiro precisa ser oferecido ao Atlético.
  • 80% do faturamento do Mineirão em 2022 foi com o futebol. Ao todo foram 55 partidas, do Cruzeiro e do Atlético.
  • A partir do segundo semestre de 2023, o Atlético não vai jogar mais no Mineirão. O Cruzeiro será o único time para mandar jogos no estádio, o que permite maior flexibilidade na negociação com a administradora do estádio.
  • A gestão de Ronaldo estava insatisfeita com as condições do Mineirão desde o ano passado. O clube apresentou uma proposta aos administradores do estádio.
  • O Cruzeiro acertou com o América a utilização do Independência na temporada 2023. Tanto que o clássico com o Atlético, pela primeira fase do Campeonato Mineiro, já foi transferido para o Horto.

A gente tentou durante o ano passado inteiro, de várias maneiras, chegar a uma boa relação com o Mineirão, mas a Minas Arena não facilitou muita coisa para nós. Minha vontade era ter rompido com o Mineirão já no ano passado, quando entramos na gestão do 'novo Cruzeiro'. As condições sempre foram horríveis para o clube Ronaldo, durante live na Ronaldo TV

Os pedidos do Cruzeiro

Não é barato jogar no Mineirão, já que o custo de cada torcedor por jogo varia entre R$ 6,80 e R$ 9,69. Valor que alterna de acordo com o público pagante. Quanto mais cheio o estádio, menor o custo de cada torcedor para o clube mandante. Para seguir no Mineirão, o Cruzeiro quer reduzir os custos e ter maior participação na receita do estádio, mas não apenas quando jogar por lá.

  • Para jogar no Mineirão o Cruzeiro não paga aluguel, mas paga os custos, como segurança, quadro móvel, água e luz. Além disso, o clube tem direito a 54 mil dos 62 mil ingressos disponíveis.
  • Na proposta apresentada ao Mineirão, o Cruzeiro quer participação também nos lugares nobres do estádio. A renda dos camarotes fica com a administradora do estádio.
  • Outro pedido do Cruzeiro é participação nos bares. O clube quer ter o direito de escolher quem vai explorar o espaço e ter uma fatia do faturamento.
  • Participação na receita do estacionamento também é um pedido do Cruzeiro. Em jogos de casa cheia, as 2,8 mil vagas são todas ocupadas, com preços que variam entre R$ 30 e R$ 60.
  • Mas os pedidos do Cruzeiro vão além da questão financeira. O clube também fez algumas solicitações que demandam investimento no estádio: troca das catracas, melhora da iluminação externa, troca do gramado e troca da iluminação do estádio.

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