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OPINIÃO

Ataques a ônibus: 'Não consigo mais escrever e falar sobre isso', diz Juca

Do UOL, em São Paulo

28/02/2022 15h52

Na última quinta-feira o ônibus do Bahia foi atingido por torcedores e jogadores ficaram feridos. Dias depois, no último sábado (26), foi a vez de o veículo que transportava o elenco do Grêmio ser alvejado, o que causou o adiamento do Gre-Nal, com Villasanti precisando ser hospitalizado. Também teve caso semelhante com o ônibus do Cascavel, bem como uma invasão de campo e agressões a jogadores do Paraná Clube, com o rebaixamento no estadual.

No podcast Posse de Bola #206, Juca Kfouri afirma que não há novidade em relação a outros episódios que ocorreram no futebol e não tiveram punição, citando inclusive o caso da emboscada ao ônibus do São Paulo em janeiro do ano passado.

"Outro dia mesmo a torcida do São Paulo emboscou o ônibus do São Paulo chegando no Morumbi, com participação de cartola do São Paulo, que tinha mudado o itinerário e cartola do São Paulo passou para os torcedores que foram fazer a violência qual era o itinerário. Mas muito antes disso, o ônibus do Corinthians foi vítima de emboscada na Via Anchieta, voltando de Santos. É a barbárie, é esse projeto da humanidade que parece não ter dado certo", diz Juca.

O jornalista afirma que as autoridades brasileiras nunca se mostraram competentes para coibir estes casos e apelam apenas para proibições que se mostram ineficazes. Por fim, Juca diz ter cansado de tanto escrever e comentar a violência envolvendo torcedores de futebol e nada mudar.

"O que acontece no Brasil é que até hoje não tivemos autoridades capazes de lidar com violência de torcedor. Daí as soluções, proíbe-se, como se proíbe em São Paulo jogo que não seja de torcida única quando se trata de clássico. São aqueles que bateram palmas para a pandemia, quando os estádios ficaram vazios. Para eles, essa é a solução", diz Juca.

"Eu confesso que não consigo mais escrever e falar sobre isso, de tanto que eu já escrevi e falei sobre isso, de tanto murro em ponta de faca. Como tem novas gerações que tratam disso de maneira correta e de maneira sensata, eu prefiro que esse espaço seja ocupado por vocês, eu não aguento, o que mais eu vou dizer? Dá um livro se eu pegar só as colunas em que eu tratei de violência de torcedor", desabafa.

Posse de Bola: Quando e onde ouvir?

A gravação do Posse de Bola está marcada para segundas e sextas-feiras às 9h, sempre com transmissão ao vivo pela home do UOL ou nos perfis do UOL Esporte nas redes sociais (YouTube, Facebook e Twitter).

A partir de meio-dia, o Posse de Bola estará disponível nos principais agregadores de podcasts. Você pode ouvir, por exemplo, no Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e Youtube --neste último, também em vídeo. Outros podcasts do UOL estão disponíveis em uol.com.br/podcasts.