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Milly: Não tem lugar no mundo no qual o Rogério seja maior que no São Paulo

Do UOL, em São Paulo

14/10/2021 11h35

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A troca do argentino Hernán Crespo por Rogério Ceni no comando técnico do São Paulo dividiu os torcedores, muitos apontando que a culpa pelas dificuldades do time não era só do treinador, ao mesmo tempo em que o ex-goleiro é ídolo e chega depois de um título brasileiro comandando o Flamengo, que não foi o bastante para o garantir aprovação dos rubro-negros.

No UOL News Esporte, Milly Lacombe opina que Crespo não deveria ter saído do São Paulo e critica a interrupção de um planejamento que foi feito na chegada do argentino, mas pontua que Rogério Ceni e o São Paulo precisam um do outro a partir da despedida do técnico que levou o clube ao título paulista.

"Parecia que tinha um trabalho muito sério a ser feito pelo Crespo, tinha uma identificação, uma entrega, eu acho que ele estava identificado com a torcida do São Paulo. Acho que foi precoce embora o São Paulo realmente não estivesse bem, quem está vendo os jogos do São Paulo, está vendo que o time não tem jogado bem. Então eu não teria trocado, tem um planejamento que não deveria ter sido interrompido e uma seriedade do Crespo faria bem ao São Paulo", diz Milly.

"Eu acho que agora, com a chegada do Rogério, o Rogério precisa do São Paulo e o São Paulo precisa do Rogério como nunca antes, talvez, os dois estão precisados um do outro e não tem nenhum lugar no mundo dentro do qual o Rogério seja maior, é dentro do São Paulo, então pode dar certo", completa.

Por outro lado, a jornalista lembra que a idolatria do são-paulino por Rogério Ceni é como goleiro e a carreira dele como treinador teve altos e baixos, com momentos negativos no Cruzeiro e no fim de trabalho no Flamengo. Ainda assim, acredita que o time pode reagir.

"Não acho que o Rogério tenha na carreira dele feito nada que fosse exuberante ainda como treinador, como foi como jogador, ganhou pelo Fortaleza, mas pelo Flamengo ganhou, mas a gente sabe em que condições e também no Cruzeiro não foi bem, enfim, eu não teria trocado. Não teria trocado, mas agora quem sabe o time reaja. Quando troca de treinador tem sempre uma reação, essa reação talvez seja suficiente para o São Paulo se recuperar", conclui.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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