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Novo dono do Newcastle tem casa de R$ 1,7 bi e foi acusado de assassinato

O príncipe saudita Mohammed bin Salman está próximo de ser novo dono do Newcastle - AFP PHOTO / SAUDI ROYAL PALACE / BANDAR AL-JALOUD
O príncipe saudita Mohammed bin Salman está próximo de ser novo dono do Newcastle Imagem: AFP PHOTO / SAUDI ROYAL PALACE / BANDAR AL-JALOUD

Colaboração para o UOL, em São Paulo

08/10/2021 04h00

Príncipe da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman está próximo de acumular mais um "cargo": o de dono no Newcastle. O herdeiro do trono saudita é o líder do fundo de investimentos públicos do país, que deve desembolsar 300 milhões de libras (aproximadamente R$ 2,2 bilhões) por 80% do clube inglês.

Responsável por comandar o país, já que o rei Salman bin Abdulaziz Al Saud sofre de Alzheimer, o príncipe herdeiro de 36 anos acumula cargos e tem seu nome ligado ao assassinato do jornalista Jamal Khashoggi e a violações de direitos humanos.

Mesmo assim, sua gestão é vista no país como "modernizadora", principalmente em relação aos direitos das mulheres. O príncipe, por exemplo, derrubou a proibição de mulheres dirigirem automóveis.

Além disso, Mohammed Bin Salman gasta fortunas em palacetes e obras de arte. Ele também tem um bom relacionamento com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Assassino e ditador?

Herdeiro do trono, vice primeiro-ministro e ministro da defesa da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman tem a morte do jornalista saudita Jamal Khashoggi, em 2018, como principal polêmica.

O príncipe é apontado pela inteligência dos Estados Unidos como mandatário do assassinato e esquartejamento de Khashoggi no consulado saudita em Istambul, na Turquia. Mohammed nega que seja o mentor do assassinato.

Além disso, ele é tratado como um criminoso de guerra pela intervenção na Guerra Civil do Iemên, que se arrasta desde 2015. O governo saudita é acusado de bombardear áreas de refugiados, interceptar navios de comida e massacrar civis.

Em suas fronteiras, Mohammed é acusado por organizações de direitos humanos de prender e executar pessoas contrárias a seu governo. Em 2017, por exemplo, houve a repentina detenção de 11 príncipes e dezenas de ministros.

Avanços para elas

Por outro lado, o príncipe é o responsável por reformas em relação aos direitos das mulheres. A principal conquista é o fim do veto ao direito de dirigir, que ocorreu em junho de 2018.

Além disso, as mulheres foram autorizadas a frequentar estádios em eventos esportivos, e também cinemas.

Apesar dos avanços, o país segue com alto nível de desigualdade. Uma prova é que as mulheres só podem se casar, tirar passaporte ou ingressar em universidades com aval do homem.

Casa na França e obra de Da Vinci

Parte da família real saudita, que tem fortuna estipulada pelo jornal "The Sun" cerca de R$ 7,5 trilhões, Mohammed Bin Salman gosta de ostentar.

O príncipe é dono da casa mais cara do mundo, localizada em Paris, na França. Em 2015, ele desembolsou 230 milhões de libras (R$ 1,7 bilhão) para comprar o palacete Chateau Louis XIV, que tem dez quartos, piscina interna e externa e biblioteca.

Um dos maiores barcos do mundo também pertence a MBS. "The Serene" foi comprado em 2015 do magnata russo Yuri Shefler, por mais de R$ 2,5 bilhões em valores atuais. A embarcação tem comprimento de cerca de 134 metros.

O saudita também é amante da arte e, em 2017, pagou 450 milhões de dólares (hoje quase R$ 2,5 bilhões) em uma pintura de Leonardo da Vinci. O quadro Salvator Mundi se encontra no Louvre de Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que foi publicado, Abu Dhabi é a capital dos Emirados Árabes Unidos, e não da Arábia Saudita. O erro foi corrigido.

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