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Empresários cobram R$ 330 milhões do Cruzeiro por rescisão com Dedé

Dedé conseguiu liminar na Justiça para se desligar do Cruzeiro, onde tinha contrato até dezembro de 2021 - Vinnicius Silva/Cruzeiro
Dedé conseguiu liminar na Justiça para se desligar do Cruzeiro, onde tinha contrato até dezembro de 2021 Imagem: Vinnicius Silva/Cruzeiro

Guilherme Piu e Ricardo Perrone

Do UOL, em Belo Horizonte e São Paulo

05/08/2021 16h52

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O Cruzeiro recebeu nos últimos dias uma notificação extrajudicial de um grupo de empresários que cobram do clube R$ 330 milhões por causa da rescisão unilateral do zagueiro Dedé, que conseguiu na Justiça do Trabalho se desligar da Raposa em julho passado. Os investidores do Grupo DIS, da GT Sports e outros dois representantes (Marcos Vinícius Secundino e Giscard Salton), foram responsáveis pela aquisição do jogador em 2013, quando o defensor saiu do Vasco para vir à Toca II.

A notificação extrajudicial foi datada do dia 4 de agosto e os empresários deram prazo de cinco dias para o clube quitar o valor correspondente à cláusula indenizatória prevista em contrato. A informação foi antecipada pelo GE e confirmada pelo UOL Esporte.

Em caso de não pagamento no prazo o Cruzeiro terá que arcar com juros e correções baseadas pelo índice IGPM (FGV), conforme especificado na própria notificação encaminhada ao clube. Os notificantes pediram que os valores sejam depositados em duas contas bancárias específicas, sendo 95% dos 330 milhões para a DIS e 5% para um designado, o advogado Filipe Robles Ribeiro.

Quando o Cruzeiro contratou Dedé — pagou R$ 7,758 milhões ao Vasco — ficou acordado que a empresa DIS teria 97% dos direitos econômicos do jogador, com o restante [3%] ficando com o clube Villa Rio. Naquela época ainda era permitido pela Fifa que terceiros tivessem participação em atletas. Hoje isso é vedado pela entidade que comanda o futebol mundial.

Depois houve uma repactuação para que os direitos de Dedé fossem divididos da seguinte forma: 51,91% para o fundo de investimentos da DIS, 6,5% da GT Sports Assessoria, 30,5% para o empresários Marcos Vinícius Secundido e 11,09% para Giscard Salton, que repassou essa porcentagem para a empresa que é sócio, a EAS Agência de Atletas Ltda.

Na notificação extrajudicial os empresários apontam parte do acordo entre as partes que, documentalmente, permite tal cobrança milionária em caso de rescisão antecipada do contrato firmado com o atleta ou saída por meios judiciais, o que de fato aconteceu.

O Cruzeiro ainda não se pronunciou sobre o assunto.

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