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Grêmio tem zagueiro que era atacante e sonhava em "jogar no ABC"

Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Imagem: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

05/12/2020 04h00

Rodrigues marcou o segundo gol do Grêmio diante do Guaraní-PAR, no jogo de volta das oitavas de final da Copa Libertadores, e voltou a estar nos holofotes. A nova bola na rede em jogo pelo torneio traz à tona mais um pedaço da história do zagueiro. Até 2013, ele era Tonhão e jogava no ataque. E o sonho era simplesmente atuar no ABC, de Natal.

No Grêmio, virou Rodrigues e busca espaço em meio a nomes como Geromel, Kannemann, Paulo Miranda e David Braz.

"Era meu sonho jogar no ABC. Jogar uma Série C, pô. Ali eu poderia mudar a vida da minha família. Aí, treinar no primeiro dia ao lado do Geromel! Não tem explicação", comentou.

Em entrevista ao UOL Esporte, Rodrigues conta como virou zagueiro.

"Eu jogava no interior de Natal e sempre jogava na várzea. Um dia eu fui jogar no time do Nery, o projeto Nery Sports, e comecei a treinar como atacante. Nunca fui zagueiro. Era atacante, meia. E lembro até hoje que, em 2013, ele optou por me colocar de zagueiro. Ele chegou e falou: 'Tonhão, você já jogou de zagueiro?'. Eu respondi que não, mas podia jogar e ele falou que eu ia jogar de zagueiro. Ali tudo começou. Primeiro jogo eu fui muito bem e gostei", relembra.

No ataque, Rodrigues era centroavante de área. Buscando tirar vantagem de 1,88 m. Em um jogo mesmo, a altura começou a fazer mais sentido para defender do que atacar. Só que ainda hoje uma fagulha de atacante permanece com ele.

"Quando eu pego a bola, vou para frente e acredito sempre que vou fazer gol", conta. "O Renato me dá liberdade, diz para eu ir mesmo e que alguém fica lá atrás", completa.

O Grêmio tem negociação em andamento para ampliar o contrato de Rodrigues. A ideia é aumentar salário e multa rescisória, blindando o zagueiro de eventual assédio europeu. O UOL já mostrou que o Porto tentou levar o defensor, mas os dirigentes gaúchos não toparam negócio.

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