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Diniz explica mudanças em vitória do São Paulo: "é uma rotina de treinos"

Thiago Fernandes

Do UOL, em São Paulo

28/11/2020 22h07

Classificação e Jogos

Fernando Diniz fez uma avaliação da atuação do São Paulo no triunfo por 3 a 1 sobre o Bahia, na noite de hoje (28). O técnico explicou as alterações que mudaram o rumo da partida. Ele substituiu Léo e Juanfran por Vitor Bueno e Tchê Tchê no intervalo, recuando Luan para a zaga. No momento das trocas, o placar marcava 0 a 0. Depois da interferência do treinador, o Tricolor paulista aplicou três gols em plena Arena Fonte Nova.

Perguntado sobre as mudanças, o técnico são-paulino explicou o que foi feito e destacou que tudo é fruto de seu trabalho à frente da equipe:

"É uma coisa que pode acontecer, sempre está na minha mente, mas não é isso que a gente está fazendo. O Luan joga bem como zagueiro, na função dele, um pouco mais à frente e até na lateral. Eles treinam para jogar em mais de uma posição. É uma rotina de treinamento que a gente tem. A situação que apareceu, achei que era uma alternativa que a gente tinha em termos de mudança de peças. É uma questão de melhorar o time. Hoje, acabamos tendo um resultado bastante positivo", disse.

Fernando Diniz ainda se manifestou sobre os 14 jogos de invencibilidade do São Paulo no Campeonato Brasileiro 2020. A última derrota da equipe foi em 3 de setembro passado para o Atlético-MG, no Mineirão.

"A gente não está preso a esse tipo de marca, chega mais para mim quando tem entrevista coletiva. A equipe já tinha jogado bem contra o Ceará, mereceu vencer. Hoje, de novo, mereceu a vitória. É isso que a gente está pleiteando. A gente está preocupado com esse campeonato, não com os passados", concluiu.

Confira, abaixo, a entrevista coletiva de Diniz na íntegra:

14 jogos de invencibilidade: "A gente não está preso a esse tipo de marca, chega mais para mim quando tem entrevista coletiva. A equipe já tinha jogado bem contra o Ceará, mereceu vencer. Hoje, de novo, mereceu a vitória. É isso que a gente está pleiteando. A gente está preocupado com esse campeonato, não com os passados".

Reinaldo: "O Reinaldo sempre, para mim, vai ser citado como exemplo de superação. É difícil um jogador começar como ele começou e dar a volta por cima. Ele é uma grande referência para todos. Foi bem na parte ofensiva e defensiva. Ele é um cara que está entre os melhores laterais do Brasil, com certeza. Ele tem que seguir a carreira dele, tem 30 anos e pode pleitear uma chance na seleção também".

Enfrentar times retrancados: "Quando eu falo, não é o São Paulo que tem dificuldades de jogar com linhas baixas, todos os times têm dificuldades. O Bahia tem um bom treinador, assim como o Guto no Ceará. A gente treina no pouco tempo que tem para treinar. A gente mostra vídeo, tem uma base de treinos para esse tipo de questão. A gente tem movimentos coordenados, a equipe sabe jogar contra linha baixa. A gente já tinha produzido alguma chance, jogou bem. Tomamos alguns riscos bem calculados. A gente criou inúmeras situações de gols. A gente já tinha produzido jogadas pelos lados, chutes de fora da área. O Bahia teve que sair um pouco mais, e a gente teve mais espaço para jogar".

Desgaste físico de jogadores: "Eu vou mais uma vez falar que a gente tem mania de avaliar um jogador de futebol pela parte biológica. Como falar que um time está cansado se só aumentou a aceleração? A gente ficou em cima o tempo todo contra o Ceará também. Não é que ganhou por 3 a 1 e mostrou que não tem cansaço. Provavelmente, o São Paulo tem o melhor índice de lesão do campeonato. Os dados de GPS dos nossos jogadores são muito altos. Tem jogador que dobra jogo e não se lesiona mais. Se hoje o resultado empata ou perde, estaria muito longe da verdade. Temos que analisar o futebol de maneira mais profunda. Não tem sentido o questionamento da parte física. O time faz todos esses jogos sem perder. Quando o time não ganhava, a gente volta para as mesmas questões. Tomara que não aconteça nenhum resultado negativo, mas não é a questão física. Quando a gente acha que alguém precisa de descansar, a gente tira do time. Tem jogador que joga uma partida e se sente muito cansado. Tem jogador que joga dez, doze partidas e está bem para jogar".

Recuo de Luan para a zaga: "É uma coisa que pode acontecer, sempre está na minha mente, mas não é isso que a gente está fazendo. O Luan joga bem como zagueiro, na função dele, um pouco mais à frente e até na lateral. Eles treinam para jogar em mais de uma posição. É uma rotina de treinamento que a gente tem. A situação que apareceu, achei que era uma alternativa que a gente tinha em termos de mudança de peças. É uma questão de melhorar o time. Hoje, acabamos tendo um resultado bastante positivo".

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