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Vice do Atlético-MG diz que CBF admite erro em lance contra o Corinthians

Lance envolvendo Gil e Vargas foi o lance mais polêmico do 1º tempo de Corinthians x Galo - Reprodução
Lance envolvendo Gil e Vargas foi o lance mais polêmico do 1º tempo de Corinthians x Galo Imagem: Reprodução

Guilherme Piu

Do UOL, em Belo Horizonte

23/11/2020 15h48

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Após reclamação da diretoria do Atlético-MG, que enviou ofício à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pelo pênalti não marcado do zagueiro Gil no atacante Eduardo Vargas, aos 4 minutos da partida Galo x Corinthians, na 21ª rodada do Campeonato Brasileiro, a entidade que comanda o futebol nacional reconheceu: "erro claro, óbvio". Essa constatação foi revelada pelo vice-presidente atleticano, Lásaro Cândido da Cunha, em sua página do Twitter.

"Só esclarecer: fizemos reclamação detalhada para a CBF, especialmente em função dos erros bizarros da arbitragem e do VAR em relação ao jogo c o Corinthians. A CBF confessou os erros, particularmente do VAR q acobertou o "equívoco" do árbitro de campo... (sic)", publicou o dirigente no fim da manhã de hoje (23).

Lásaro postou também parte do relatório que a CBF enviou ao Atlético-MG. No documento está a comprovação de que a arbitragem — que tinha no gramado o árbitro Rodrigo Dalonso Ferreira (SC) e Pathrice Wallace Corrêa Maia (RJ) no VAR — errou ao não marcar o pênalti bastante reclamado pelos dirigentes. Ao fim da partida, mesmo com o pênalti não assinalado, o time mineiro venceu o Timão por 2 a 1, de virada, na Neo Química Arena, no dia 14 de novembro.

"O reclamante alega que houve pênalti claro a seu favor não marcado pela arbitragem e que o VAR não corrigiu o erro, como lhe serviria de dever. O reclamante tem razão. Com efeito, pelo que se conta do clip n.01, lançado no portal do árbitro, o atacante do reclamante, quando já estava à frente do defensor adversário, foi claramente puxado pelo ombro esquerdo e com as duas mãos, o que caracterizou a falta, que mais se tornou evidente porque o corpo do atacante foi contorcido e caiu justamente no sentido do contato faltoso: para o lado esquerdo e para trás. Não se pode esquecer, ademais, que a camisa do atacante também foi puxada. O segurar, assim, ao lado de induvidoso impacto claro físico e tático no atacante", diz parte da nota oficial da CBF enviada ao Galo.

"A decisão se caracterizou como erro claro, óbvio, que, pois, impunha ao VAR, recomendar revisão na ARA", aponta outra parte do texto da própria CBF, que ainda explicou o "enredo do erro".

"É indispensável dizer, ainda, que a alegação do árbitro de que se tratou de disputa por espaço e que foi recepcionada pelo VAR, como será comentado no próximo subitem, não se harmoniza com o futebol. Afinal, as disputas por espaço ocorrem quando ambos os jogadores estão em igualdade de condições para alcançar a bola e há contato físico entre eles - desde que não haja ação de segurar, empurrar ou carga faltosa (imprudente...).Neste caso, o atacante estava à frente do defensor no momento em que foi segurado e sofreu claro impacto, de modo que a incorreta versão do árbitro sobre disputa de espaço não poderia ser recepcionada pelo VAR", posicionou.

O relatório técnico da CBF apontou ainda que houve erro duplo, do árbitro e do VAR. A comissão de arbitragem analisou o comportamento do árbitro no lance, falou sobre um posicionamento errado, e disse ainda que pelo árbitro de vídeo trabalhar com imagens, esse não poderia ter cometido tal equívoco, o de não marcar a penalidade.

"Em relação ao árbitro, observa-se que dia dificuldade para ver o lance corretamente decorreu do fato dele não ter acelerado sua corrida, para se aproximar de não ter aberto a diagonal, em busca do ângulo adequado, uma vez que a jogada mais provável e mais crítica era, como ocorreu, o lançamento para a área. Em lugar de assim agir, não obstante, o árbitro continuou correndo no mesmo ritmo e para a direita, afastando-se da jogada previsível e do melhor ângulo de visão. Quanto ao VAR, o fato de as imagens serem claras, a narrativa equivocada do árbitro sobre lance (busca de espaço como mencionado no subitem anterior) não poderia interferir em sua análise. O VAR trabalha com a evidência das imagens e estas são claras", apontou a CBF.

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