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Intenso, Atlético-MG leva mais gols nos minutos que antecedem o apito final

Junior Alonso será titular do Galo, mas não terá a companhia de Réver, que está com covid-19 - Bruno Cantini/Atlético-MG
Junior Alonso será titular do Galo, mas não terá a companhia de Réver, que está com covid-19 Imagem: Bruno Cantini/Atlético-MG

Guilherme Piu

Do UOL, em Belo Horizonte

21/11/2020 04h00

Classificação e Jogos

Líder do Campeonato Brasileiro, o Atlético-MG é dono do melhor ataque da competição (37 gols), mas não pode falar o mesmo quando o assunto é o setor defensivo. No ranking de melhores defesas, o Galo aparece apenas na décima posição (26 gols sofridos), atrás, por exemplo, do Botafogo (25), que ocupa a penúltima colocação em 21 rodadas do Nacional.

Essa diferença nos números ofensivos e defensivos mesmo com o Galo na primeira colocação, evidencia o desequilíbrio da equipe e a irregularidade, principalmente a partir de outubro, quando o rendimento atleticano caiu consideravelmente em relação a setembro — mês em que o time chegou ao topo da tabela e permaneceu por sete rodadas.

O UOL Esporte fez um levantamento para entender o comportamento do setor defensivo do Atlético-MG até aqui no Brasileirão. A equipe de Jorge Sampaoli, conhecida por atacar com intensidade e deixar muitos espaços para o adversário jogar no contragolpe, levou mais gols no primeiro tempo e mostra desatenção após o minuto 30 do primeiro e segundo tempos.

Dos 26 gols sofridos pelo Galo até aqui, 14 foram nos primeiros 45 minutos. Desses, dez aconteceram entre 30 e 45 minutos.

Quando a análise passa para o segundo tempo a estatística dos gols sofridos após os 30 minutos piora. Foram sete, de 12 sofridos na etapa complementar, mais da metade (58,3%).

Trabalho duro para o interino

Sem Jorge Sampaoli, afastado para se recuperar da covid-19, o técnico interino Leandro Zago é que tentará minimizar os impactos do coronavírus no elenco atleticano. E, principalmente, no que diz respeito aos jogadores de defesa, os mais atingidos pelo vírus.

Dos seis atletas que testaram positivo por causa do surto da doença no clube, cinco são da defesa (os zagueiros Réver e Gabriel, o goleiro reserva Victor, o volante Allan e lateral direito Guga), sendo dois titulares absolutos (Réver e Guga) com Allan também bastante requisitado no onze inicial.

Além desses, o atacante chileno Eduardo Vargas também está infectado, bem como o volante Alan Franco, que sequer retornou ao Brasil por ter sido diagnosticado com a doença a serviço da seleção do Equador. O meio-campista, que cumpre quarentena no exterior, só deve retornar ao Brasil perto do dia 27 de novembro.

Com intervalo de três dias entre a derrota por 2 a 0 para o Athletico-PR e o duelo com o Ceará, amanhã, às 16h, no Castelão, pela 22ª rodada, Leandro Zago não terá tanto tempo para treinar o Atlético-MG, que segue com os importantes desfalques.

Pelo menos ele contará com dois retornos destacados, do zagueiro paraguaio Junior Alonso e do atacante venezuelano Savarino. Ambos estão a serviço de suas seleções em jogos das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022, no Qatar.

"O que mais impacta é não termos conseguido trabalhar essa equipe junto devido a situação (surto de covid-19). A gente conseguiu fazer um jogo dentro da ideia que é construída pela equipe, construída pelo Sampaoli,de jogar no campo adversário, pensar mais no gol adversário do que no gol de defesa. Quando você acaba perdendo essa coordenação dos movimentos, acaba sofrendo contra-ataques, porque perde bola em zona de campo que não poderia perder por decisão errada do jogador. E aí, na hora que vai pressionar o jogador está muito distante e isso obriga sua defesa a correr para trás, em momentos que ela tinha que correr para frente", comentou Zago logo após a derrota para o Furacão, em jogo adiado da sexta rodada do Campeonato Brasileiro.

"Toda essa coordenação vem com treino. Quando a gente acaba numa sessão de treino tendo que colocar um jogador que veio da equipe sub-20, nessa linha para poder defender, isso acaba mexendo na situação defensiva. A gente sofreu com os contra-ataques", terminou a explicação.

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