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Abel vê derrota como injusta e desabafa sobre desfalques: "Não faço magia"

Abel Ferreira comanda o Palmeiras contra o Goiás em jogo do Brasileirão - Heber Gomes/AGIF
Abel Ferreira comanda o Palmeiras contra o Goiás em jogo do Brasileirão Imagem: Heber Gomes/AGIF

Do UOL, em São Paulo

22/11/2020 00h36

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O técnico Abel Ferreira não escondeu um certo abatimento após a derrota de ontem (21), por 1 a 0, diante do Goiás, seu primeiro revés desde que assumiu o comando alviverde. Para o português, seus jogadores mereciam ter saído de campo com um resultado melhor, em razão das dificuldades que souberam administrar até os minutos finais da partida. Vale lembrar que, além dos 21 desfalques com os quais o Verdão não podia contar, Abel perdeu Luiz Adriano, lesionado, e Mayke, expulso, ainda na primeira etapa.

"Hoje foi um jogo com muitas incidências. Umas controlamos, outras não. Nós temos que nos habituar que o futebol tem fatores aleatórios. A verdade é que começamos muito bem. Com 10 segundos já tivemos uma oportunidade de fazer o gol, depois infelizmente tivemos a lesão do Luiz Adriano e a expulsão do Mayke. São muitas contrariedades, mas a equipe soube se reajustar. Sabíamos que com um jogador a menos tínhamos que ser extremamente inteligentes", disse.

"No segundo tempo, o adversário não criou nenhuma oportunidade além do gol que marcou, de fora da área. É o futebol, um gol a 40, 30 metros, um grande gol. Essa equipe não merecia ser penalizada com este resultado, mas assim é o futebol. Eu disse não ganharíamos sempre, um dia isso ia ter que acontecer. Foi, mas foi de uma forma que eu não tenho nada a dizer aos meus jogadores. Todos que entraram procuraram fazer o seu melhor, mesmo contra todas essas contrariedades. Vamos sofrer, mas amanhã é outro dia", afirmou o treinador.

Abel também não conseguiu esconder um sorriso amarelo quando questionado sobre um desafio incomum com o qual sido obrigado a lidar por conta do elevado número de desfalques do Palmeiras: a utilização de atletas que não tiveram a oportunidade de treinar com o elenco nos dias anteriores aos jogos, ou porque não podiam, devido ao isolamento por covid-19, ou porque jamais o fizeram, como foi o caso de Fabrício, que entrou em campo após a lesão de Luiz Adriano sem ter treinado uma vez sequer entre os profissionais.

"É outra novidade. Teremos que jogar com jogadores que não treinaram com a equipe. Não faço mágica. É difícil esperar que os jogadores deem o melhor de si sem treinar com os outros. O Gabriel Menino chegou hoje, o Fabrício chegou hoje sem ter treinado nenhuma vez com o time. Mas, enfim, eu sempre disse e não vou fugir. O responsável sou eu, a culpa é minha sobre tudo o que aconteceu hoje. As substituições, bem ou mal feitas,são de minha responsabilidade. Mas amanhã é outro dia. É olhar em frente para os jogadores que temos. Cada dia é um novo dia e vamos procurar escolher sempre a equipe mais competitiva para enfrentar nosso adversário", disse.

O compromisso de quarta-feira (25) pela Libertadores, aliás, não parece ter feito parte dos planos de Abel até esse sábado (21). O treinador reafirmou seu método de planejar os treinamentos jogo a jogo e disse que o Palmeiras passará a se preparar hoje (22) para o duelo de ida das oitavas de final da Libertadores.

"Nossa prioridade é sempre o próximo jogo, que até agora era esse contra o Goiás. Procuramos tirar o máximo de informação possível, dar uma resposta com base nos jogadores que tínhamos à disposição, para termos uma equipe competitiva para ganhar o jogo. A partir de amanhã (22), pensaremos no próximo adversário, que é o Delfin", concluiu.

O Palmeiras vai a campo contra o Delfin, do Equador, na quarta-feira (25), às 19h15 (de Brasília), em Manta, no Equador. A partida de volta, no Allianz Parque, está marcada para 2 de dezembro.

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