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Neymar, R. Caio: seleção acumula problemas e pode mudar até 30% de lista

Tite, durante convocação da seleção brasileira - Lucas Figueiredo/CBF
Tite, durante convocação da seleção brasileira Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

Do UOL, em São Paulo

31/10/2020 04h00

Desde que anunciou os 23 convocados para os jogos contra Uruguai e Venezuela, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo, o técnico Tite tem tido que lidar com uma série de problemas. Até o momento, dois atletas já foram cortados por causa de lesões, mas a lista ainda pode chegar a cinco - ou sete nomes (30 % dos 23 chamados inicialmente).

Durante a última semana, o treinador precisou fazer duas alterações em seus convocados: saíram Philippe Coutinho (Barcelona) e Fabinho (Liverpool), ambos com lesões musculares na coxa. Para o lugar deles, foram chamados Lucas Paquetá (Lyon) e Allan (Everton).

Mas a tendência é que Tite tenha que pensar em nomes para outras três trocas. Neymar (PSG) e Rodrigo Caio (Flamengo) se machucaram e ainda não tiveram seus cortes confirmados. O atacante sofreu uma lesão no músculo adutor da coxa durante a partida contra o Istanbul Basaksehir, pela Liga dos Campeões. Já o zagueiro sentiu dores na panturrilha direita no treino de ontem (30) do Flamengo.

Em entrevista coletiva ontem, o técnico Thomas Tuchel afirmou que Neymar não deverá participar dos jogos das Eliminatórias. "A informação que recebi é de que ele voltará após a parada para as partidas das seleções".

Outro problema para Tite é o lateral-esquerdo Alex Telles. Na quarta-feira (28), o Manchester United anunciou que o brasileiro foi diagnosticado com a covid-19. Por isso, entrou em quarentena e passou ser dúvida para os jogos da seleção brasileira.

Alisson e Jesus monitorados

Além dos cinco citados, mais dois nomes de grande importância para Tite geram atenção à comissão técnica da seleção: Alisson e Gabriel Jesus.

O goleiro do Liverpool sofreu uma lesão na panturrilha direita na rodada inicial do Campeonato Inglês e, desde então, não joga. Em um cronograma inicial, a seleção acreditava que Alisson já pudesse atuar neste fim de semana. O comandante de seu time, no entanto, mantém a cautela. "Ele treinou com o time pela primeira vez. Ele parecia muito bem, mas vamos ver. Temos que conversar com pessoas diferentes antes que eu tome uma decisão sobre isso. Talvez jogue, talvez não", disse Jurgen Klopp.

Já o atacante do Manchester City virou personagem de uma novela. O técnico de Jesus na Inglaterra, Pep Guardiola, chegou a falar que ele só voltaria da lesão muscular "em alguns meses". "Gabriel ficará afastado por muito tempo", disse Pep, em coletiva da última semana.

A seleção rema em outra direção e ainda acredita tê-lo nos próximos dias. E diante dos impasses, monitora mais dois nomes que ainda correm risco de corte.

Os comandados de Tite entrarão em campo daqui a duas semanas. No dia 13 de novembro, a seleção brasileira recebe a Venezuela no Morumbi, em São Paulo. Quatro dias mais tarde, vai a Montevidéu encarar o Uruguai.

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