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Rodrigo Mattos

Globo avança por jogo da seleção com Uruguai. CBF não comprará direitos

Tite durante convocação da seleção brasileira - Lucas Figueiredo/CBF
Tite durante convocação da seleção brasileira Imagem: Lucas Figueiredo/CBF
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

29/10/2020 04h00

O modelo do jogo da seleção com o Peru com transmissão pela TV Brasil não deve se repetir na próxima rodada das eliminatórias. A Globo está mais próxima de um acerto com a Mediapro para aquisição da partida diante do Uruguai, em novembro. E a CBF já decidiu que, independente de a negociação vingar, não comprará novamente direitos para repassar à emissora pública.

Há uma longa negociação em torno das partidas fora do Brasil do time brasileiro porque cada seleção é dona dos direitos do seu jogo em casa. A Globo comprou da CBF todas as partidas no país, e o confronto com a Argentina. Mas houve um impasse na negociação de oito jogos com a agência Mediapro.

Assim, no jogo com o Peru, a CBF comprou os direitos e repassou para a TV Brasil. Houve participação do governo federal na conversa. Na transmissão, a seleção virou peça de propaganda para o presidente Jair Bolsonaro.

Mas o objetivo da confederação nunca foi comprar direitos de TV de seus jogos. Tanto que a diretoria da CBF esperava um acerto de emissoras privadas antes de anunciar o acordo pouco antes da partida diante do Peru. Agora, dirigentes da confederação até participam das conversas para ajudar um acerto privado.

A Mediapro tinha pedido inicialmente US$ 2,5 milhões por partida da seleção, em um pacote total de US$ 20 milhões. É o mesmo valor que a Globo paga para a CBF. Mas, com a pandemia e a crise econômica, houve revisão de valores na emissora e essa oferta foi considerada alta.

Só que a CBF pagou bem menos pelos direitos para a Mediapro que, assim, levava prejuízo. Então, voltaram as conversas com a Globo que se aproximam de um acordo. Há otimismo tanto na emissora carioca quanto na confederação de que haverá um acerto antes do jogo com o Uruguai. O jogo está marcado para 17 de novembro.