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R10 e irmão deixam prisão no Paraguai após pagar R$ 8 mi e vão para hotel

Do UOL, em São Paulo (SP)

07/04/2020 21h05

Ronaldinho Gaúcho e Assis deixaram a cadeia na noite de hoje (07), no Paraguai. Liberados depois de pagarem R$ 8,3 milhões como fiança, o craque e o irmão saíram do cárcere e vão agora permanecer em um hotel. Com a decisão desta terça-feira, a dupla se encontra em prisão domiciliar.

Tanto Ronaldinho quanto Assis não podem deixar o Paraguai. Ambos são acusados de entrarem no país com documentos paraguaios de conteúdo falso. Desta forma, o melhor jogador do mundo em 2004 e 2005 segue no país vizinho enquanto as investigações prosseguem e a Justiça paraguaia decide sobre o caso.

A transferência do cárcere privado para o domiciliar ocorreu no fim da tarde de hoje, após pedido dos advogados dos irmãos Assis. O Ministério Público e a Justiça paraguaia aceitaram o pagamento da fiança e liberou Ronaldinho da prisão. Os ex-jogadores participaram da audiência por chat online, via celular.

O montante milionário - depositado ao Banco Nacional do Desenvolvimento do país - será devolvido à dupla assim que terminar o processo, caso Ronaldinho e Assis não tentem fugir. Os brasileiros são vigiados por guardas e não podem deixar o Paraguai.

"Aceitamos o pedido da defesa, por um lado, por causa do avanço investigativo. Por outro lado, por que os processados ofereceram uma quantia que entendemos garantir que eles se submeterão à prisão domiciliar", afirmou Osmar Legal, um dos promotores responsáveis pelo caso, em conversa com a reportagem do UOL Esporte.

A decisão vem depois de o Ministério Público concluir que não há ligação comprometedora de Ronaldinho e Assis com a empresária paraguaia Dalia López, responsável por levar a dupla ao país e considerada foragida pela Justiça. Os celulares dos dois ex-atletas passaram por análise da perícia.

Ronaldinho chegou ao Paraguai para participar de um evento promovido pela ONG de Dalia López. Intermediários da empresária elaboraram os documentos apreendidos pela Justiça Paraguaia. A defesa de López diz que o pedido foi por documentos verdadeiros.

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