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Serra Dourada vira dor de cabeça para times goianos no Brasileirão

Visão geral do estádio Serra Dourada - Mantovani Fernandes/Divulgação
Visão geral do estádio Serra Dourada Imagem: Mantovani Fernandes/Divulgação

Brunno Carvalho

Do UOL, em São Paulo

12/03/2020 04h00

Classificação e Jogos

O Estado de Goiás terá dois representantes na primeira divisão do Campeonato Brasileiro. A pouco menos de dois meses para o início da competição, Atlético-GO e Goiás vivem incertezas sobre o local em que mandarão seus jogos. O Serra Dourada está vetado pela CBF enquanto não resolver o problema de iluminação.

No regulamento do Brasileirão 2020, a CBF permite jogos apenas em estádios com iluminação mínima de 1.600 lux, o dobro do existente no Serra Dourada. Por isso, o Governo do Estado de Goiás, responsável pela administração do estádio, corre para adequar o local e deixá-lo apto para os duelos. No entanto, a previsão é que a reforma, que custará R$ 3 milhões, fique pronta apenas em meados de junho, um mês depois do início da competição.

Em contato com a reportagem, a Secretaria de Esporte e Lazer de Goiás afirmou que tenta, junto com os clubes e a Federação Goiana de Futebol, fazer com que as rodadas iniciais sejam disputadas durante o dia. A CBF, no entanto, reitera que o Serra Dourada não está habilitado para receber jogos da Série A e da Série B do Brasileiro independentemente do horário.

O Goiás é o time mais afetado pelo problema do Serra Dourada. O clube tem um estádio próprio, o Hailé Pinheiro, mas que tem capacidade para apenas 10 mil pessoas, dois mil a menos que o exigido pela CBF. O local passará por reformas para se adequar às exigências, mas deve ficar pronto apenas em junho. Com isso, o clube alviverde deverá mandar as primeiras partidas no Estádio Olímpico de Goiás.

"Os jogos grandes são para serem feitos no Serra Dourada. Mas, logicamente, em um estádio que tenha condições de atender as necessidades do público e os quesitos que a CBF exige. Para um clube grande como o Goiás, que tem torcida, você jogar esses grandes jogos em um estádio como o Serra Dourada, com a capacidade maior, é mais interessante, mas isso não é um problema meu. Não é parte técnica, é um problema estrutural. Logicamente que as pessoas responsáveis por isso estão trabalhando. Acho que na parte técnica, jogar em um estádio com capacidade maior, com nossa torcida presente, é sempre mais vantajoso", disse Ney Franco, técnico do Goiás, em entrevista coletiva.

O imbróglio com o Serra Dourada impacta menos o Atlético-GO. A equipe rubro-negra usaria o estádio apenas contra Corinthians, Flamengo, Palmeiras e São Paulo, que seriam jogos com um público maior do que a média. Para o duelo contra os cariocas em 10 de maio, no entanto, a opção é bem improvável, já que a reforma não deve terminar em tempo.

Com isso, a solução seria mandar o jogo em seu estádio próprio, o Antonio Accioly. O local está sendo reformado para se adequar à capacidade mínima de 12 mil pessoas e à iluminação e deverá receber a maior parte dos jogos da equipe, assim como aconteceu na Série B do ano passado. A expectativa é que o estádio fique pronto no final de abril.

"Quando a gente tiver isso definitivo, de forma documental, que não poderemos usar o Serra Dourada contra o Flamengo, a gente vai buscar a CBF, buscar alternativas e ver o que é possível. A gente acha que jogar no Accioly será um prejuízo muito grande. Mas se não tiver alternativa, vamos ter que pensar nisso", diz o presidente do Atlético-GO, Adson Batista.

O Goiás estreará no Brasileirão dentro de casa, contra o São Paulo, no dia 2 ou 3 de maio. Já o Atlético-GO começará em São Paulo, contra o Corinthians.