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Palmeiras encaminha compra de Rony após acerto de pendência com o Athletico

Rony comemora após marcar pelo Athletico contra o Goiás na Copa do Brasil - Gabriel Machado/AGIF
Rony comemora após marcar pelo Athletico contra o Goiás na Copa do Brasil Imagem: Gabriel Machado/AGIF

Danilo Lavieri e Napoleão de Almeida

Do UOL, em São Paulo

20/02/2020 13h31

O Palmeiras está perto de acertar a contratação de Rony. Com proposta para defender o clube paulista até 2024, o atacante deixaria o Athletico Paranaense após acertar a grande questão do imbróglio com o Furacão que já se arrasta há mais de um mês. A negociação está bem encaminhada, mas o Alviverde adota cautela pelo histórico de reviravoltas nas tratativas.

O Athletico chegou a cobrir a oferta do próprio Palmeiras, o que levou Rony a jogar a Supercopa do Brasil. Mas Mário Celso Petraglia teve participação decisiva, decidiu ignorar a proposta feita pelo Furacão, fez uma nova abaixo da anterior e, finalmente, vendeu o ponta aos paulistas.

O Palmeiras comprará 50% dos direitos do jogador por 6 milhões de euros (cerca de R$ 28,4 milhões). O restante é dividido em 35% para o Athletico e 15% para Rony. O jogador ainda terá direito a aproximadamente 25% das quatro parcelas que serão pagas anualmente ao Furacão. A solução do litígio contou com participação ativa de Anderson Barros, gerente de futebol do clube paulista, que interveio para o acordo.

A negociação parecia ter chegado ao fim quando, em 1º de fevereiro, o Athletico ofereceu a Rony um contrato com duração até 2023, com reconhecimento de que o jogador teria direito a 50% de seus direitos econômicos. O atacante teria salários de aproximadamente 400 mil reais, dos quais 180 mil em carteira, jogando sua multa rescisória para quase 250 milhões de reais. A proposta foi enviada aos representantes do jogador por Rodrigo Gama Monteiro, diretor do Furacão, e Fernando Corrales, vice-presidente do clube.

O empresário de Rony, Hércules Júnior, pediu então um comissionamento pela renovação, o que travou a assinatura. Rony havia sido reintegrado ao grupo principal e jogaria contra o Flamengo pela Supercopa do Brasil. Àquela altura, Petraglia ganhava alta médica e voltava a falar pelo Athletico. Com a negativa do pagamento de comissão, o empresário então avisou o clube que abriria mão dos valores, mas a diretoria rubro-negra já tinha outros planos.

Rony entrou em campo na derrota para o Flamengo e não foi chamado para assinar o contrato. Petraglia então passou a oferecer o atacante no mercado. O Palmeiras manteve a proposta inicial e avançou nos termos com o Furacão, com quem já havia negociado 20% de Carlos Eduardo. O dirigente do Athletico pediu tempo a Barros, que esperou. Paralelamente, enviou uma segunda proposta pelo jogador.

Nela, o Athletico oferecia um salário menor que na proposta inicial e o reconhecimento de que Rony teria direito a 30% de seus direitos. Além disso, colocava o jogador como avalista do julgamento que ainda ocorrerá na Fifa por uma possível indenização ao Albirex Niigata, clube do qual o atacante se desligou antes de fechar com o Athletico. Rony negou a nova oferta e, enquanto isso, clube e jogador se acertavam com o Palmeiras. Restava o acerto interno.

Ele ficou ainda mais perto de acontecer hoje (20). O Athletico deve receber cerca de 5 milhões de euros (aproximadamente R$ 23,7 milhões) na negociação, parcelados em quatro anos. Já o atacante receberá 1 milhão de euros (cerca de R$ 5 milhões) para facilitar o acerto, além de luvas e salários.

Assim, Rony está perto de chegar ao Palmeiras aos 24 anos e três títulos pelo Athletico: as copas Sul-Americana, Suruga e do Brasil. O jogador chegou a ser anunciado pelo Botafogo antes de acertar com o Furacão, que, com a venda do atacante, chega à 11ª perda em relação ao elenco que terminou 2019.

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