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Com folha maior que a do Flamengo, Cruzeiro quer reduzir gastos pela metade

Diretoria quer estabelecer teto de salários e pretende reduzir folha em pelo menos R$7 milhões - Vinnicius Silva/Cruzeiro
Diretoria quer estabelecer teto de salários e pretende reduzir folha em pelo menos R$7 milhões Imagem: Vinnicius Silva/Cruzeiro

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte (MG)

16/12/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Com salários atrasados e nova realidade pela frente, Cruzeiro quer diminuir folha em 50%
  • Clube mineiro tem gastos mensais de cerca de R$14 milhões com seus jogadores
  • Quantia é maior que a folha salarial do Flamengo e só 'perde' para os gastos feitos pelo Palmeiras
  • Se não conseguir reduzir salários dos atletas, clube deverá se despedir de alguns jogadores renomados

Enfrentando grave crise financeira, sem previsão de pagar os salários atrasados de jogadores e funcionários, a diretoria do Cruzeiro quer e terá que diminuir drasticamente sua verba para a temporada de 2020. Com uma folha salarial de R$ 14 milhões, o clube teve gastos maiores que o Flamengo com seus atletas. Agora, a meta é reduzir pelo menos 50% do que andou gastando nessa temporada desastrosa.

Mesmo precisando se adequar à nova realidade do clube, com a disputa da Série B em 2020, o Cruzeiro já tinha a urgência de reduzir sua folha salarial, já que os jogadores convivem há meses com salários atrasados. E a intenção da diretoria é de reduzir em pelo menos R$ 7 milhões. Segundo o Blog do PVC, o clube gasta mais de R$14 milhões por mês com seus jogadores, atrás somente do Palmeiras, e cerca de R$ 1 milhão a mais que o Flamengo. Recentemente, o ex gestor de futebol, Zezé Perrella, também confirmou que o gasto celeste com remunerações "não é menor" que a do atual bicampeão da Libertadores.

Para alcançar esse objetivo de diminuir os gastos, a diretoria terá que trabalhar separadamente a situação de cada jogador. São muitos os atletas que recebem altas quantias. Se não conseguir chegar a um acordo com eles para reduzir os salários, os atletas deverão ser negociados no mercado da bola. Nem mesmo os atletas que são considerados prioridades escaparão dessa tentativa de redução, como é o caso do goleiro Fábio, do zagueiro Léo e o do volante/capitão Henrique.

O primeiro nome a deixar a equipe já era esperado. Sem condições de continuar pagando o salário para Pedro Rocha e nem para renegociar um novo empréstimo ou compra do jogador, o Cruzeiro não terá o atacante em 2020. E o destino de Pedro deverá ser justamente o Flamengo, que negocia para tê-lo no ano que vem.

Uma eventual dificuldade para a diminuição dos salários dos atletas é o assédio de outras equipes. Sem dinheiro e rebaixado da elite brasileira, o Cruzeiro perdeu poder de negociação e corre o risco real de ter que se desfazer de atletas renomados por um preço abaixo do esperado. Além disso, a idade avançada de vários deles (Fred, Thiago Neves, Edilson, Egídio) também deve impedir que o Cruzeiro consiga vendê-los por altas quantias.

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