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Roger Machado reencontra Palmeiras de "cara nova" após frustração no clube

Roger deixou o Palmeiras com bom aproveitamento, mas minado pela falta de regularidade - Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação
Roger deixou o Palmeiras com bom aproveitamento, mas minado pela falta de regularidade Imagem: Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação

Bruno Grossi e Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

10/08/2019 04h00

O Palmeiras enfrenta o Bahia amanhã, às 16h, no Allianz Parque, pelo Campeonato Brasileiro, no que será o primeiro reencontro do clube com seu ex-treinador Roger Machado. Após sua saída em julho do ano passado, que foi motivo de grande frustração para o técnico, ele se reinventou no time tricolor com um jogo bem diferente do que tentou implantar no Verdão, e é assim que tentará impor dificuldades aos seus antigos comandados.

Se no Palmeiras a busca de Roger sempre foi por um jogo de mais posse de bola e troca de passes, no Bahia ele tem se destacado principalmente pelo estilo direto e vertical, com contra-ataques em altíssima velocidade. Especialmente em partidas fora de casa, é assim que sua equipe vai melhor, aproveitando a rapidez de jogadores como Artur e Gilberto.

Vitórias emblemáticas recentes, como diante do São Paulo, na Copa do Brasil, ou sobre o Flamengo, no Brasileirão, foram construídas dessa maneira.

Em sua passagem pelo Verdão, Roger conseguiu fazer a equipe jogar bem e até encantar em momentos isolados do semestre, mas nunca conquistou a regularidade e a segurança defensiva que torcida e diretoria tanto desejavam. Acabou demitido com um aproveitamento alto, de quase 70%, e a melhor campanha da primeira fase da Libertadores, mas ouvindo da cúpula alviverde que precisava de um manejo melhor do vestiário. Apesar da decepção, entendeu a posição do clube.

O Palmeiras apostou então em Luiz Felipe Scolari e viu o veterano treinador comandar uma arrancada que culminou no título brasileiro do ano passado, rodando bastante o elenco e recuperando jogadores que vinham mal, como Deyverson e Lucas Lima. Enquanto isso, Roger negou sondagens de outros clubes e ficou sem trabalhar até abril deste ano, quando aceitou o desafio no Bahia.

No Tricolor de Aço, o trabalho tem sido dentro das expectativas nesta temporada. Roger conquistou o título estadual assumindo a equipe pouco antes das finais, chegou até as quartas de final da Copa do Brasil, sendo eliminado pelo Grêmio, e ocupa a décima posição do Brasileiro, mais perto da disputa por vaga na Libertadores do que da zona do rebaixamento.

Para enfrentar o Palmeiras, o treinador não poderá contar com um trio importante: Juninho, Guerra e Artur, emprestados pelos paulistas, são desfalques por cláusula contratual. Mesmo sem eles, a expectativa é de um Bahia bem fechado no Allianz Parque e tentando explorar cada erro palmeirense para contra-atacar - exatamente o tipo de jogo contra o qual tanto Roger quanto Felipão sempre encontraram dificuldades no comando alviverde.

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