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Marino é suspenso por 1 ano por "Blackstar" no Palmeiras: Nobre renuncia

Paulo Nobre, ex-presidente do Palmeiras - Keiny Andrade - 24.nov.2016 / Folhapress
Paulo Nobre, ex-presidente do Palmeiras Imagem: Keiny Andrade - 24.nov.2016 / Folhapress

Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

01/08/2019 23h30

O Conselho Deliberativo do Palmeiras aprovou hoje à noite o relatório da comissão de sindicância que apurou envolvimento de conselheiros ligados à oposição no chamado caso Blackstar. O ex-presidente Paulo Nobre, que não compareceu, foi um dos punidos e recebeu uma advertência. Logo depois, foi lida uma carta enviada por ele em fevereiro ao conselho para comunicar sua renúncia do cargo de conselheiro vitalício.

Além de Nobre, outros dois conselheiros foram advertidos: José Carlos Tomaselli e Ricardo Galassi. Já Genaro Marino, que foi vice de Maurício Galiotte no primeiro mandato e adversário dele na eleição do ano passado, foi suspenso por um ano.

O relatório que recomendava essas punições foi aprovado por 122 votos a 76, com 27 abstenções.

Nobre enviou a carta no início do ano, quando foi convocado pela sindicância a prestar esclarecimentos. No documento, ele afirmou que não tinha a intenção de comparecer, fez críticas à atual gestão de Maurício Galiotte e anunciou que pretendia renunciar.

"Fiquem à vontade para chegarem às conclusões que forem convenientes aos interesses dos senhores, e tão logo termine essa sindicância e suas eventuais consequências, estou me retirando oficialmente deste Conselho Deliberativo, uma vez que não sinto mais a menor motivação em militar na política do clube e, como conselheiro vitalício, não posso simplesmente me licenciar", escreveu o ex-mandatário.

O caso começou no ano passado quando Genaro Marino levou ao clube uma proposta de patrocínio da empresa Blackstar, às vésperas da eleição presidencial, que prometia pagar R$ 1 bilhão à vista por um acordo de dez anos. Em dezembro, já depois de reeleito, Galiotte encerrou negociações com a Blackstar acusando a empresa de ter apresentado garantias bancárias falsas. Pouco depois, o Palmeiras renovou o patrocínio com a Crefisa por três anos.

A única manifestação de Nobre sobre o caso aconteceu em 14 de dezembro, por meio de seu Twitter oficial. Ele afirmou que, apesar de estar totalmente afastado da vida política do Palmeiras, apresentou o representante da Blackstar, Rubnei Quícoli, que conhecia desde 2016, a Genaro, logo após uma declaração da presidente da Crefisa, Leila Pereira, de que poderia retirar o patrocínio do clube caso a chapa de oposição fosse vitoriosa na eleição.

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