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Seleção Brasileira feminina


Vadão afirma que Brasil dará trabalho e não chega às oitavas como "azarão"

Ana Carolina Silva

Do UOL, em Valenciennes (França)

18/06/2019 19h23

A seleção brasileira está nas oitavas da Copa do Mundo feminina e ainda não sabe se vai enfrentar a anfitriã França ou a bicampeã Alemanha, mas o técnico Vadão diz acreditar que sua equipe dará trabalho para qualquer rival que encontrar pela frente.

"O Brasil não entra como azarão. É um grupo equilibrado, como eu disse há muito tempo, e o Brasil se classificou com seis pontos. A gente não tem de lamentar nada, temos de enfrentar qualquer seleção, do porte que for. A gente respeita demais a França, vem jogando demais. A própria Alemanha. Mas a dificuldade que nós teremos contra qualquer adversário eles também terão conosco", disse.

A declaração foi feita em entrevista coletiva após a vitória por 1 a 0 sobre a Itália, em Valenciennes, que manteve o time brasileiro vivo na competição. Se a Argentina vencer a Escócia amanhã (19), por qualquer placar, ficará definido que a França será a adversária do Brasil nas oitavas. No entanto, é importante destacar que a seleção alviceleste nunca venceu um jogo na Copa feminina.

A Argentina não é tradicional no futebol feminino, e tampouco são as italianas, que não jogavam um Mundial há 20 anos, desde 1999. Por se tratar de um time que cresceu apenas nos últimos anos, o fato de que elas deram trabalho às brasileiras também foi tema da entrevista com Vadão.

"Nos últimos anos, houve uma grande evolução do futebol italiano. Mas não é só a Itália, a Inglaterra também teve evolução. O Brasil deu um start interessante com a repercussão do Mundial, que tem sido muito boa. Na Olimpíada, já houve um 'Ibope' muito grande. Agora parece que o negócio está explodindo por lá. Eu fico muito satisfeito com isso", explicou o treinador.

"Com as atitudes da CBF e da Conmebol, que fizeram com que os times, a princípio forçadamente, invistam no futebol feminino... Foi dado um start e eu estou muito otimista. Já aumentou muito o número de atletas em atividade no Brasil, e isso é fundamental. Os campeonatos regionais têm sido fortalecidos dentro das possibilidades. Nós demos um salto neste ano, e eu espero que ele permaneça", concluiu Vadão.

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