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Mario Bittencourt vence eleição no Fluminense e Celso Barros volta ao clube

Advogado Mario Bittencourt vota durante a eleição presidencial do Fluminense nas Laranjeiras - Mailson Santana/Fluminense FC
Advogado Mario Bittencourt vota durante a eleição presidencial do Fluminense nas Laranjeiras Imagem: Mailson Santana/Fluminense FC

Do UOL, no Rio de Janeiro

08/06/2019 19h20

O advogado Mario Bittencourt confirmou seu favoritismo e venceu hoje (8) a eleição do Fluminense na sede das Laranjeiras ao derrotar o seu adversário, o empresário Ricardo Tenório, por 2.225 votos contra 1.032. Tiveram ainda 24 votos nulos e cinco em branco. O mandato do novo presidente tricolor será até o fim de 2022.

"Agradeço muito a vocês. A todos. Fizemos uma campanha limpa. Agradeço a quem veio votar, a quem não votou na nossa chapa. Agradeço ao nosso adversário, que foi honesto. Queremos fazer um Fluminense imenso. O segredo do sucesso é o amor clube", disse Mario em suas primeiras palavras como presidente.

Aos 40 anos, Bittencourt ganhou notoriedade no futebol através do meio jurídico, advogando a favor do Fluminense em diversos casos importantes, como no polêmico rebaixamento da Portuguesa em 2013. Eficiente no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), ele invariavelmente foi contratado por outros clubes para realizar defesas específicas.

No Tricolor, também acumula passagens na diretoria. Em 2009, foi diretor de futebol. Já entre 2014 e 2016, foi vice-presidente de futebol.

Em 2016 já havia se candidatado à eleição tendo como vice da chapa justamente o seu adversário de hoje, Ricardo Tenório.

Empresário Ricardo Tenório vota em eleição presidencial do Fluminense nas Laranjeiras - Mailson Santana/Fluminense FC
Empresário Ricardo Tenório vota em eleição presidencial do Fluminense nas Laranjeiras
Imagem: Mailson Santana/Fluminense FC

Seu primeiro ato como presidente do Fluminense promete ser o de colocar os salários de jogadores e funcionários em dia.

"Acredito que a diretoria ainda pague alguma coisa, mas, certamente, pelo menos as imagens estarão em atraso. Então, a primeira coisa que vou fazer é buscar recursos para colocar tudo em dia", disse o advogado em entrevista ao UOL Esporte antes da eleição.

Bittencourt acredita que com credibilidade no mercado, conseguirá montar um time mais forte mesmo sem recursos.

Celso Barros volta ao Fluminense

Celso Barros, que é vice-geral na chapa de Mario Bittencourt, vota na eleição do Fluminense - Mailson Santana/Fluminense FC
Celso Barros, que é vice-geral na chapa de Mario Bittencourt, vota na eleição do Fluminense
Imagem: Mailson Santana/Fluminense FC

Um dos atrativos da vitoriosa chapa "Tantas Vezes Campeão" é Celso Barros, ex-presidente da Unimed nos áureos tempos de conquistas tricolores e que volta ao clube como vice-presidente geral de Mario Bittencourt.

Barros é muito respeitado e querido no meio de futebol, e o novo presidente pretende utilizar o prestígio do companheiro para reforçar o elenco e tentar repatriar nomes identificados com o Fluminense, como Fred - hoje no Cruzeiro - e Thiago Silva - do PSG (FRA).

"Quem vai salvar o Fluminense é a torcida. Vamos resgatar a credibilidade da instituição, mas a base é a torcida", disse Barros da sacada da sede diretamente para os torcedores que estavam presentes.

Eleição transcorre sem problemas

A democracia predominou durante toda a eleição do Fluminense. Do início do pleito, às 9h, até o encerramento dele, às 12h, o clima foi de tranquilidade, com os correligionários se respeitando. Ricardo Tenório enalteceu este ambiente:

"Fico feliz que o Fluminense passe por este momento de uma forma limpa e democrática. Vivemos um momento muito difícil. Independentemente do resultado, é importante estarmos unidos, para frente e lutando pelo Fluminense"

Quem já foi confirmado na diretoria

VP geral e de futebol: Celso Barros

VP jurídico: Heraldo Iunes

VP financeiro: Leonardo Iunes

VP administrativo: Luiz Fernando Moura

VP governança: Newton de Souza Jr.

VP de base: Rui Reisinger

Abad antecipou eleição

Presidente Pedro Abad vota na eleição presidencial do Fluminense nas Laranjeiras - Mailson Santana/Fluminense FC
Presidente Pedro Abad vota na eleição presidencial do Fluminense nas Laranjeiras
Imagem: Mailson Santana/Fluminense FC

Apoiado por Peter Siemsen e aliado ao grupo "Unido e Forte", Pedro Abad venceu a eleição que aconteceu em 2016, deixando para trás nomes como Mario Bittencourt e Celso Barros - hoje aliados.

Após o primeiro ano de mandato, a gestão de Abad começou a dar sinais de esfacelamento. Em abril, a "Unido e Forte" rompeu com a situação e, cerca de um mês depois, cinco vice-presidentes (dos 11 que o grupo tinha) renunciaram aos cargos.

Se internamente, Abad perdia força, externamente, o cenário também não era favorável. As críticas e protestos da torcida passaram a ser constantes, com pedidos, inclusive, pela saída do mandatário.

Alvo de um processo de impeachment, Abad, em dezembro, convocou uma reunião com as principais lideranças políticas do Fluminense para que uma antecipação da eleição fosse discutida. Em janeiro, o assunto foi à Assembleia e aprovado pelos sócios.

Sob a gestão Abad, o Fluminense não conseguiu títulos e o departamento de futebol conviveu com momentos conturbados. Uma das polêmicas aconteceu em dezembro de 2017, quando alguns jogadores - incluindo o goleiro Diego Cavalieri - foram demitidos por um aviso por WhatsApp.

Em maio de 2018, o então CEO Marcus Vinicius Freire deixou o cargo após nove meses no cargo, iniciando uma sequência de despedidas, que teve ainda o diretor de futebol Paulo Autuori, que ficou cinco meses no clube, e o técnico Abel Braga.

Salários atrasados se transformaram em uma rotina e houve até mesmo paralisação do elenco tricolor, em mais de uma oportunidade nesta temporada.