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Caso Daniel


Defesa pede habeas corpus para Allana Brittes após depoimentos sigilosos

Dimitri do Valle e Karla Torralba

Do UOL, em São José dos Pinhais (PR) e São Paulo

20/02/2019 09h49Atualizada em 20/02/2019 23h05

Antes do início do terceiro dia de instrução do caso Daniel na manhã de hoje (20), a defesa da família Brittes afirmou à imprensa ter entrado com pedido de habeas corpus para Allana Brittes no Tribunal de Justiça do Paraná.

De acordo com o advogado Renan Pacheco Canto, que faz parte da equipe de defesa dos Brittes, as testemunhas sigilosas que falaram à justiça entre segunda e terça, isentam a filha dos Brittes de coação de testemunha, crime pelo qual ela foi denunciada. Allana Brittes, que foi denunciada pela promotoria por ter participado de encontros com testemunhas junto com seus pais Edison e Cristiana Brittes, também é ré por fraude processual. 

"Todas as testemunhas da casa foram ouvidas e os fatos novos foram o descrédito da denúncia com relação à Allana Brittes. As cinco testemunhas sigilosas falaram que Allana não disse uma palavra nesses encontros. Allana não coagiu ninguém, não empregou violência e não empregou ameaça contra nenhuma dessas testemunhas. Todas as testemunhas trouxeram isso", explicou Renan Pacheco. 

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Segundo a defesa de Allana, o habeas corpus será julgado amanhã, no Tribunal de Justiça do Paraná. Caso seja concedido, ela poderá responder à acusação em liberdade.

O terceiro dia de instrução do caso Daniel, que decidirá se os acusados irão a júri popular ouvirá o delegado Amadeu Trevisan e mais dois investigadores, que conduziram o inquérito na Polícia Civil do Paraná.

Os dois primeiros dias de depoimentos foram marcados por falas emotivas da família de Daniel e por desavenças entre advogados de defesa e acusação.

Audiência continua em abril

Os depoimentos das 14 testemunhas de acusação acabarão hoje. Ma sequência, devem ser ouvidas as testemunhas de defesa e, por fim, os réus.

Os arrolados pelos defensores dos réus, no entanto, serão ouvidos apenas em abril, com a transferência da audiência para os dias 1º, 2 e 3 deste mês. O advogado Rodrigo Faucz Pereira e Silva, responsável pela defesa dos réus Ygor King e David Vollero, confirmou a informação à reportagem do UOL Esporte.

O advogado de Ygor e David havia inicialmente pedido a anulação dos dois primeiros dias de audiência por não estar presente, mas o pedido foi negado pela juíza da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais (PR) Luciani Regina Martins de Paula. Os dois são acusados de homicídio triplamente qualificado.

Entenda o caso

Daniel Correa foi morto no dia 27 de outubro de 2018 depois da festa de aniversário de 18 anos de Allana Brittes. Após celebração em uma boate de Curitiba, todos seguiram para a casa da aniversariante, onde o jogador foi espancado antes de ser levado dali de carro para a morte. 

Daniel foi parcialmente degolado e teve o pênis cortado. Edison Brittes Júnior, pai de Allana, confessou o crime. No carro que levou o jogador para ser morto ainda estavam David Vollero, Ygor King e Eduardo da Silva, também presos acusados de participação no homicídio. 

Segundo Edison Brittes, conhecido como Juninho Riqueza, Daniel tentou abusar de sua mulher, Cristiana Brittes, e por isso iniciou a sessão de espancamento do jogador, ainda em sua casa. Cristiana e a filha Allana também estão presas. 

A polícia afirma que, além de ter matado Daniel, Edison Brittes ameaçou testemunhas do crime e fez com que todos os presentes na casa limpassem o local para apagar as provas de que Daniel esteve ali. 

A sétima ré denunciada à Justiça é Evellyn Perusso, ficante de Daniel na noite anterior ao crime. A garota, amiga de Allana, responde por falso testemunho e denunciação caluniosa. 

Errata: o texto foi atualizado
A defesa de Allana Brittes ingressou com pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Paraná.
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