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Sócios dizem "sim" à eleição, mas Flu vê ameaças judiciais ao pleito

Após Assembleia Geral, Fluminense se prepara para eleição de novo presidente - Leo Burlá/UOL
Após Assembleia Geral, Fluminense se prepara para eleição de novo presidente Imagem: Leo Burlá/UOL

Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

27/01/2019 04h00

Superada a assembleia geral que definiu pela antecipação do fim do mandato de Pedro Abad no Fluminense, o clube inicia a partir de agora um período que promete ser de turbulência no clube.

Ainda que a maioria dos sócios tenham sido favoráveis ao "sim", há a expectativa no clube de que o processo eleitoral (que ocorrerá até março) seja marcado por uma enxurrada de ações na Justiça e manobras para melar o pleito.

Isso porque há uma ala descontente com o resultado e que entende que a mudança aprovada no estatuto infringe as regras internas do clube. Assim, há o temor de que muitas ações travem o pleito. Um dos "presidenciáveis", Pedro Antonio foi contra a realização da assembleia deste sábado (26), assim como Fernando Leite, presidente do Conselho Deliberativo. Antes mesmo desta consulta de sábado aos associados, já houve um ensaio judicial por parte dos descontentes.

A sócia Letícia Tavares pediu a impugnação da assembleia, mas não teve seu pedido acatado. O recurso impetrado alega que a possível antecipação fere direitos de sócios que só se tornariam aptos a votar e serem votados no pleito original, programado para novembro. A cúpula do Flu entende que está amparada pelo estatuto, mas a sombra de novas tentativas judiciais existe e preocupa. Paralelamente, a maioria dos conselheiros votou, em sessão na última terça, pela impugnação do evento.

"Ela (Leticia) veio ao clube e foi impedida de votar por conta da antecipação da assembleia geral, além de ter ficado impedida também de votar na futura eleição. Houve ao menos oito casos de registros em ata por reclamações em relação à realização da assembleia", explicou Leite.

Perguntado sobre qual forma a eleição será decidida, ele deu o endereço do Fórum do Rio de Janeiro:

"Na Erasmo Braga, número 115".

Por esses e outros sinais, a cúpula do clube entende que os próximos dias serão de extrema tensão nos bastidores. A ordem na cúpula, no entanto, é de tocar normalmente os preparativos para a próxima eleição presidencial, que definirá o novo mandatário até o final de 2022.

"Judicializar qualquer ato é um direito de qualquer cidadão. A gente entende que o processo foi seguido corretamente. Temos um corpo jurídico muito competente. O caminho vai seguir a vontade dos sócios, é um processo típico da democracia", explicou Abad.

Assembleia em clima de paz

Os sócios do Fluminense decidiram pela antecipação do fim do mandato do presidente Pedro Abad. Por 812 votos a 179, além de três nulos, os associados concordaram com a mudança no estatuto que permitirá a realização de um novo pleito até março. Exatos 10.501 tricolores estavam aptos ao voto, mas apenas 994 compareceram. 

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Imagem: Leo Burlá/UOL

Apesar do clima hostil que tem marcado a política tricolor nos últimos tempos, o ambiente nas Laranjeiras foi tranquilo durante a realização da assembleia geral realizada neste sábado (26)

O resultado favorável à nova eleição é uma vitória pessoal da ala formada pelo trio formado por Mário Bittencourt, Ricardo Tenório e Celso Barros. Desde que Abad decidiu dar aos sócios o direito de escolher pela sua saída antes do prazo, os três defenderam a medida.

Por outro lado, Pedro Antonio teve de se conformar com o resultado das urnas. Ele era partidário da renúncia direta de Abad, mas essa medida sempre foi rechaçada pelo mandatário. Caso o presidente saísse por conta própria, Fernando Leite, presidente do Conselho Deliberativo, seria o presidente em exercício e teria até 45 dias para convocar nova eleição.

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