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Luxa diz que gostaria de dirigir Fla atual e vê Palmeiras inferior ao de 93

Do UOL, em São Paulo

26/01/2019 23h39

Se Vanderlei Luxemburgo pudesse eleger um time brasileiro para comandar em 2019, levanto em conta a atual situação financeira dos clubes do país, escolheria o Flamengo. Nem mesmo o forte elenco do Palmeiras o seduz, pois o técnico acredita que já treinou um Verdão melhor.

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"O time que eu gostaria de voltar? Com o dinheiro de hoje? O Flamengo, com certeza", afirmou ao programa "Grande Círculo", do SporTV, exibido na noite deste sábado (26). "Eu acho que o Palmeiras de hoje não é melhor que o Palmeiras que eu dirigi", disse.

"Quantos jogadores da seleção de hoje jogariam no meu time de 1993?", questionou Luxemburgo. Naquele ano, o Palmeiras foi campeão do Torneio Rio-SP, do Paulista (encerrando um jejum de 16 anos no estadual) e do Campeonato Brasileiro. Para completar com a cereja do bolo, o Alviverde comandado por ele conquistou novamente o estadual e o nacional no ano seguinte, em 1994.

No entanto, ele apontou Palmeiras e Flamengo como favoritos no ano. "São os favoritos teóricos porque investiram mais. Mas podem surgir outros times. Eu acredito que Palmeiras, Flamengo, Grêmio e Cruzeiro devem chegar mais fortes para os títulos", opinou.

Além de não ter hesitado antes de dizer que gostaria de treinar o Flamengo atual, Luxemburgo deu outra amostra de seu carinho pelo Rubro-Negro. Sem revelar quando isso ocorreu, o treinador revelou ter recusado uma proposta recente do rival Vasco da Gama.

"Eu recebi uma proposta do Vasco da Gama. Mas, por exemplo, eu trabalhei no Fluminense e não podia falar sobre o Flamengo. Todo mundo sabe que eu sou flamenguista. Então eu preferi rejeitar", explicou o profissional, que está sem clube desde 2017, quando deixou o Sport.

luxemburgo - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Leia outras respostas de Luxemburgo:

Tempo sem trabalhar como técnico

Não é um privilégio meu. O Zagallo, campeão do mundo, e o Telê Santana também ficaram algum tempo sem trabalhar. Eu tive propostas, mas não quis trabalhar. Eu fui para o Sport para levar o time para um nível nacional, para ser um dos oito times que disputam título no Brasil, que disputam Libertadores. Mas eu quero disputar títulos, fazer um trabalho em alto nível. Eu recebi propostas de seleções, de times para jogar na parte de baixo da tabela.

Promessa

Quando eu encerrar minha carreira, eu vou falar muitas coisas que as pessoas desconhecem e que vão esclarecer porque surgiram muitas coisas.

Inovação

Eu acredito que fui o mais moderno e criativo técnico da minha geração. Há 20 anos eu já fazia as coisas que acontecem hoje. Levava comissões técnicas grandes para o time, já pensava nessa parte do preparo físico. Não é que o futebol não evoluiu. Não é essa a questão. Mas o que tem hoje não é novidade. A questão é que a tecnologia é diferente. Eu lembro que para fazer scout, por exemplo, eu contratei o Datafolha, que é quem fazia scout na equipe.

Arrependimento

Eu me arrependo de muitas coisas. Uma delas é não levar o Romário para as Olimpíadas. Eu assumi uma posição coletiva, uma posição da direção da CBF (Ricardo Teixeira e Marco Antônio). Na última Olimpíada, tinha tido um problema com os jogadores mais velhos. Mas eu poderia ter levado o Romário e administrado o Romário dentro do grupo. E eu me arrependo disso. Ele ajudaria muito o nosso grupo.

Jogador pode beber?

Você não pode encher a cara na véspera do jogo. Você não pode ir para a noitada na véspera do jogo. Mas eu acho que beber, jogar baralho, faz parte da concentração, da cultura do jogo de futebol. E eu falo para os jogadores: se tem um dia livre, quem vai para igreja, vai para igreja; quem vai beber, vai beber.

Saída do Real Madrid

A saída do Real Madrid foi uma coisa equivocada. Eu encontrei o presidente no hall e ele me perguntou porque eu tirei o Beckham do time. E eu entrei em uma discussão com o presidente. Sabe o que eu faria hoje? Ficaria quieto e deixaria para conversar em outro dia. Mais calmo. Talvez eu não perdesse o cargo, como aconteceu.

Brasil na Copa do Mundo

Eu acho que o Brasil tem uma geração que deve jogar duas Copas do Mundo e isso ajuda a ganhar. Mas eu acho que tem muita coisa que eu tenho que ver e fazer a mudança rápida. Não dá para disputar 45 minutos de jogo eliminatório de Copa e não mexer. Se eu acredito, por exemplo, que o Casemiro era minha peça fundamental na seleção, eu teria que ter outro Casemiro para substituir. Não dá para não ter um jogador igual para manter o esquema.

Eliminação contra a Bélgica

Era um desastre anunciado. Todo mundo achava que a seleção não ia cair. Mas ia. Não estava jogando bem. Acho que eu daria um jeito de parar o jogo. Ia armar alguma confusão, ser expulso, dar um jeito de esfriar o jogo. Acho que mesmo sendo uma coisa ruim, é pior do que tomar um 7 a 1.

Impacto do 7 a 1

Isso respingou até em mim, porque surgiu uma demanda por um novo tipo de profissional desde então. Os antigos já não serviam mais.

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