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Guardiola sofre para segurar jovens da base de R$ 1 bilhão do City

Carl Recine/Action Images via Reuters
Imagem: Carl Recine/Action Images via Reuters

Caio Carrieri

Colaboração para o UOL, em Manchester (ING)

17/01/2019 04h00

O prestígio de Josep Guardiola não tem sido suficiente para o Manchester City convencer jovens promessas a permanecer no clube. No último um ano e meio, dois dos nomes mais promissores não atenderam ao pedido do técnico catalão e escolheram a porta de saída como caminho para receber mais oportunidades.

Nesta janela de transferências, Brahim Diaz trocou Manchester pelo Real Madrid e seguiu passos semelhantes aos de Jadon Sancho, que depois de se juntar ao Borussia Dortmund aos 17 anos, em agosto de 2017, por cerca de R$ 35 milhões, ainda sem estrear pelos profissionais do City, ostenta o status de um dos nomes mais cobiçados da Europa. Desde então, Sancho chegou à seleção inglesa aos 18 anos, ganhou aumento e novo contrato do Dortmund, até 2022.

O atacante é um dos protagonistas do líder do Campeonato Alemão que enfrentará o Tottenham nas oitavas de final da Liga dos Campeões, entre fevereiro e março. Só o ídolo Marco Reus foi mais decisivo para os aurinegros na atual temporada, com 14 gols e 9 assistências contra 7 e 10 respectivamente da joia inglesa.

Brahim Diaz - John Sibley/Reuters - John Sibley/Reuters
Imagem: John Sibley/Reuters
Assim como Sancho, Brahim Diaz foi captado pelo Manchester City ainda na adolescência. Em comum eles têm a fase final da formação realizada no City Football Academy, luxuoso complexo de treinamento de 320.000 m² espalhados por 16,5 campos de futebol que integram todas as categorias de base até o elenco profissional. Sancho e Diaz são dois dos principais nomes lapidados na estrutura que custou cerca de R$ 1 bilhão.

Embora tenha alternado entre a equipe de base e o time principal desde 2016, o meia-atacante espanhol de 19 anos nunca foi titular na Premier League e teve mais chances nas copas, torneios com menos relevância. Mesmo empresariado por Pere, irmão de Guardiola, ele rejeitou seguidas ofertas do City, que optou por negociá-lo com o Real Madrid por cerca de R$ 70 milhões antes de perdê-lo de graça ao fim do contrato, no meio do ano. No Santiago Bernabéu, ele já participou de duas partidas, ambas saindo do banco - a estreia no último dia 9 aconteceu ao substituir Vinicius Júnior na vitória por 3 a 0 sobre o Leganés, na Copa do Rei.

No City, a bola da vez é Phil Foden, campeão mundial sub-17 com Jadon Sancho em 2017. Ao contrário da dupla que não se deixou levar pela ascendência de Guardiola, o meia de 18 anos optou por permanecer no clube, do qual é torcedor desde a infância. Nascido e criado nas redondezas de Manchester, Foden aceitou renovar seu contrato até 2024.

"Nós fizemos de tudo para manter Phil, Brahim e Jadon, mas o único que decidiu permanecer foi Phil", afirmou Pep. "Nós nos esforçamos ao máximo porque são jogadores importantes. Alguns confiam no clube e têm paciência para aceitar o planejamento. Outros, não. Espero que outros atletas não decidam sair também."

Desde que assumiu o Manchester City, Guardiola gastou mais de R$ 2,5 bilhões em reforços. Na última janela, quebrou o recorde de investimento do clube em um único jogador ao desembolsar 60 milhões de libras (R$ 302,5 milhões na época) para contratar o meia argelino Riyad Mahrez do Leicester City.

Vice-líder da Premier League e quatro pontos atrás do Liverpool, o City enfrenta o lanterna Huddersfield, no domingo (20), às 11h30 de Brasília, com o objetivo de conseguir defender o título inglês.

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