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Palmeiras aposta em Goulart como meia, mas jogador terminou 2018 como 9

Danilo Lavieri e Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

16/01/2019 04h00

Grande contratação do Palmeiras para 2019, Ricardo Goulart tem como característica a polivalência quando o assunto é posição dentro de campo. A princípio, a comissão pensa no jogador como meia, mas sabe que na reta final no Guangzhou Evergrande o atleta foi mais escalado como camisa 9.

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No time da China, ele atuou como meia até a metade do ano, mas as movimentações no elenco fizeram ele jogar, de forma majoritária, como centroavante. As chegadas de Paulinho e Talisca, aliás, aceleraram este processo.

Com diversas opções para o mesmo setor, a opção foi adiantar Goulart. A mudança tática, inclusive, deixou irritado o atacante Alan, ex-Fluminense, então dono da posição. Em agosto, o jogador deixou clara a sua insatisfação e cogitou deixar o time chinês, o que só se agravou com o regulamento do campeonato, que limita estrangeiros em campo.

No total, o agora palmeirense disputou 19 jogos na Liga Nacional, a principal competição no segundo semestre chinês. Foram 10 ocasiões como centroavante, oito como meia e uma aberto pela esquerda, segundo sites de análise de desempenho.

No primeiro semestre, com jogos da Supercopa e da Champions League da Ásia, ele havia disputado nove partidas como meio-campista.

É neste setor que o Palmeiras pretende usá-lo. Com Felipão, Goulart atuou quase sempre como um meia ofensivo, atrás do centroavante, aproveitando os espaços deixados pelo camisa 9 para entrar na área e finalizar - a mesma função que o fez brilhar no Cruzeiro bicampeão brasileiro. Até por isso, o técnico vê o novo reforço como uma opção principalmente para essa função, apesar de também considerar que ele pode ser um centroavante de mobilidade.

Quem joga nessa posição no Palmeiras atualmente é Lucas Lima, ainda que com características bem diferentes: o camisa 20 é um meia armador, enquanto Goulart se destaca mais pelo poder de infiltração e definição.

Felipão também sempre deixou claro a sua opção por um centroavante que tenha mais presença de área e tenha a disputa aérea como um dos pontos fortes. Ainda assim, se for usado como 9, a contratação buscaria espaço em um setor que tem Deyverson e Borja como favoritos e Arhur Cabral, ex-Ceará, como aposta.

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