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"Novo Neymar" ou eterna promessa? Neilton chega ao Inter para reaver status

Neilton já foi chamado de "novo Neymar" logo que surgiu na base do Santos - Reprodução
Neilton já foi chamado de "novo Neymar" logo que surgiu na base do Santos Imagem: Reprodução

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

30/12/2018 04h00

Neilton foi campeão da Copa São Paulo e subiu ao principal do Santos carregando grande expectativa. Herdou a camisa, o espaço e foi chamado de "novo Neymar". Porém acabou deixando a equipe da Vila sem o mesmo brilho do craque que hoje atua no PSG. Passou por Cruzeiro e São Paulo sem se destacar e conseguiu bons momentos em Vitória e Botafogo. Anunciado pelo Inter, ele chega para confirmar que não se trata de uma eterna promessa. 

A esperança santista era imensa com Neilton. Muito pelo que ele fez na Copa São Paulo de 2013. Com três gols dele, o Santos venceu o Palmeiras na semifinal da competição. Com mais um gol, o time paulista bateu o Goiás na decisão erguendo a taça do torneio de base. 

Logo no principal, Neilton não tardou a receber oportunidades. Quando Neymar foi vendido ao Barcelona, ficou para ele o número 11, utilizado pelo atacante da seleção brasileira. E pelas características, história, porte físico, logo veio o rótulo de "novo Neymar". 

O peso da comparação era grande. Neilton, mesmo que não demonstrasse se preocupar com isso, acabou oscilando. Fazia um bom ano, mas não entrou em acordo de renovação de contrato. Acabou afastado e deixou o Santos ao fim de 2013 sem renovar. Assinou, em seguida, com o Cruzeiro

Em Belo Horizonte sofreu com algumas lesões e não conseguiu ocupar o espaço de destaque que se esperava. Mesmo parte do grupo campeão brasileiro, acabou participando de poucos jogos. Foram somente quatro partidas em 2014 e mais cinco com um gol em 2015, quando acabou cedido ao Botafogo

Foi no clube carioca, porém, que ele recuperou a boa fase. Marcou seis gols em 18 jogos em 2015, participando da campanha do título da Série B. E no ano seguinte, forçou para permanecer no Rio de Janeiro, até conseguir um novo empréstimo. Novamente teve bom desempenho marcando 12 gols em 54 jogos. 

Valorizado e com direitos ainda pertencentes ao Cruzeiro, foi trocado com o São Paulo pelo volante Hudson em mais um período de empréstimo. Só que no Tricolor novamente não conseguiu espaço. Disputou apenas nove jogos, não marcou gols. A passagem durou apenas cinco meses. 

Em seguida foi comprado pelo Vitória, onde assinou por três temporadas. Por lá, reencontrou o melhor futebol e passou a empilhar marcas positivas. Sete gols em 30 jogos em 2017 e 21 gols em 56 jogos em 2018. Com mais 11 assistências, foi responsável por boa parte dos gols de sua equipe e viveu seu melhor ano. 

Novamente a chance se apresenta de acabar com a sina de altos e baixos na carreira. Anunciado pelo Internacional, ele terá oportunidade de disputar a Libertadores de 2019 e comprovar o status que o acompanhava lá no início mas se perdeu entre idas e vindas.

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