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Sem reforços engatilhados, Cruzeiro minimiza discurso e prioriza manutenção

Itair Machado, vice de futebol do Cruzeiro, é quem busca as contratações no mercado da bola - Divulgação
Itair Machado, vice de futebol do Cruzeiro, é quem busca as contratações no mercado da bola Imagem: Divulgação

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

25/12/2018 04h00

Após o fim do Brasileirão, o Cruzeiro iniciou suas procuras no mercado da bola e prometeu quatro reforços para o ano que vem. Mas as últimas semanas do ano batem na porta, a reapresentação da equipe se aproxima e a diretoria ainda não tem nenhuma contratação engatilhada para 2019. Ainda zerado nesta janela de transferências, a chegada de atletas acabou ficando em segundo plano devido à outra prioridade: manter o esqueleto da equipe e segurar o assédio dos adversários para não perder suas principais peças.

Ainda com o futuro indefinido, Thiago Neves foi o protagonista da novela mais comentada nesta janela de dezembro. Pelo menos três clubes tiveram seus nomes ligados ao meia: Flamengo, Corinthians e Grêmio. Este último não teve sucesso nas primeiras conversas com o Cruzeiro, mas ainda não desistiu do jogador e pode oferecer uma última cartada para tirá-lo da Toca. Titular absoluto, Thiago Neves não é daqueles jogadores considerados inegociáveis, mas tem muito prestígio com Mano, diretoria e torcida. O fator decisivo nos momentos importantes geralmente é sua qualidade mais lembrada.

A situação de Arrascaeta é mais ou menos parecida com a de Thiago. Camisa 10 do Cruzeiro e da seleção do Uruguai, o meia está em alta, e sempre há o temor por uma proposta de fora do país. A diretoria já adiantou que não conversa com nenhum clube que ofereça pelo menos 20 milhões de euros. Porém, o jogador não nega seu sonho de um dia vestir a camisa de um time europeu. Dependendo de uma eventual oferta, convencê-lo a ficar pode se transformar em uma tarefa complicada para a cúpula.

Diferente de Thiago Neves e Arrascaeta, Dedé é um pilar da equipe que praticamente só depende da sua vontade para ficar ou ir embora do clube. Se algum jogador fosse tratado como inegociável na equipe, este seria o zagueiro. Apesar de alegar que só liberaria o jogador por um preço muito elevado, nem mesmo o zagueiro demonstra esse interesse. Por mais de uma vez, Dedé já revelou não ter nenhum sonho de se mudar para a Europa e já chegou a dizer que pretende encerrar sua carreira no Cruzeiro.

Recentemente, o Cruzeiro também revelou ter recebido e negado uma proposta para levar o zagueiro Léo. Líder e 'capitão sem faixa', o jogador é um dos mais disciplinados do grupo e referência para os mais jovens que chegam à equipe. Segundo a diretoria celeste, a oferta de um time do México foi de R$ 12 milhões. Além de Léo, a cúpula também tentou frear outras investidas, mesmo quando essas são feitas a jogadores reservas, como foi o caso de Sassá.

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