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Situação financeira e mercado frio dificultam investidas do Cruzeiro

Presidente Wagner Pires conseguiu segurar investidas rivais, mas ainda não contratou - © Washington Alves/Light Press/Cruzeiro
Presidente Wagner Pires conseguiu segurar investidas rivais, mas ainda não contratou Imagem: © Washington Alves/Light Press/Cruzeiro

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

20/12/2018 04h00

O Cruzeiro pretende se reforçar com quatro jogadores para a temporada que vem, mas ainda não anunciou nenhuma contratação. A situação financeira delicada do clube, assim como a falta de propostas concretas por suas moedas de trocas, são fatores que contribuem diretamente para a movimentação morna da diretoria até então.

O título da Copa do Brasil, recentemente alcançado, com direito a premiação de R$ 50 milhões só pelo primeiro lugar, poderia passar a ideia de que o clube está nadando no dinheiro. Porém, o alto investimento feito pela diretoria no início da temporada explica a situação apertada financeiramente. Juntando as despesas do fim do ano, como pagamento do 13º e da premiação aos jogadores, o montante recebido pelo hexacampeonato só permitiu que o Cruzeiro não encerre o ano no vermelho. Para contratar, será preciso usar outras estratégias.

Sem dinheiro sobrando, a diretoria celeste pretende explorar os jogadores que não serão utilizados por Mano. Há interessados, mas o problema é que existem poucas negociações em andamento. Por isso, outra saída é sondar a situação daqueles que estão no radar. No entanto, multas e salários caros aparecem como obstáculos.

Antes mesmo de o futebol brasileiro ter seus jogos encerrados, o Cruzeiro confirmou que tentou contratar Gabigol ainda em janeiro, mas não conseguiu avançar no negócio por causa do alto valor. Vinculado à Inter de Milão, o atacante ainda terá uma reunião em janeiro para definir se volta ou se permanece no Brasil. O Cruzeiro tentou também a contratação de Bruno Henrique, outro que defendeu o Santos em 2018. Além de contar agora com o impedimento de Sampaoli, que quer continuar com o jogador, a Raposa ainda encontrou forte obstáculo no jogo duro feito pelo Peixe, que gastou 7 milhões de euros (R$ 31,3 milhões) e só o liberaria por um valor acima do investido.

Mais recentemente, a diretoria mineira também realizou consultas por jogadores como Rodriguinho, Marcinho e Giuliano, mas encontrou altos valores em todas as investidas. Sobre o ex-meia do Corinthians, Itair Machado, vice-presidente de futebol, disse que o Cruzeiro não poderia pagar um salário de R$ 700 mil, segundo ele, proposto pelo Flamengo. Em relação ao jovem lateral do Botafogo, o time mineiro topou pagar até R$ 5 milhões, mas a multa para tirá-lo do Rio de Janeiro é bem mais alta, de 10 milhões de euros (R$ 44,38 milhões). Essa também é o valor para tirar o brasileiro Giuliano do Al-Nassr, da Arábia Saudita. O meia também teve sua situação consultada pelo Cruzeiro, que não chegou a fazer nenhuma oferta formal.

Rafael Sóbis, Bruno Silva, Mancuello, Ezequiel e Manoel são alguns jogadores que dificilmente ficarão na Toca. A única possibilidade disso acontecer seria a falta de propostas. Até o momento, é mais ou menos isso que tem acontecido. Os altos salários recebidos por alguns afastam possíveis interessados. O Cruzeiro topa até cedê-los por empréstimo, mas ainda aguarda boas ofertas para não ter que arcar integralmente com os vencimentos mensais.

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