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Justiça inocenta Sheik após atacante chamar Galiotte de "doente mental"

Mauricio Galiotte (foto) teve nova derrota em ação contra ex-jogador Emerson Sheik - Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação
Mauricio Galiotte (foto) teve nova derrota em ação contra ex-jogador Emerson Sheik Imagem: Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação

Bruno Thadeu

Colaboração para o UOL, em São Paulo

11/12/2018 04h00

O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve, em 2ª instância, decisão desfavorável ao presidente do Palmeiras, Mauricio Galiotte, que acionou Emerson Sheik. Em maio deste ano, o mandatário alviverde processou o ex-jogador do Corinthians por acusação de injúria.

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Em entrevista à imprensa pouco após o título estadual do Corinthians sobre o Palmeiras, em 8 de abril, Sheik chamou Galiotte de "doente mental". O comentário do ex-atacante corintiano foi uma crítica ao presidente do Palmeiras, que contestou a conquista do Corinthians após arbitragem polêmica na final. 

Na ocasião, o árbitro Marcelo Aparecido de Souza anulou a marcação de um pênalti de Ralf em Dudu, no segundo tempo da partida realizada no Allianz Parque, em 8 de abril deste ano. Galiotte disse que o juiz voltou atrás no pênalti alegando interferência externa. 

"Ele é um doente mental de falar uma coisa dessas, porque acaba desmerecendo as equipes que disputaram a competição, a Federação, os atletas e os funcionários de cada clube. Acho que ele está equivocado, o Campeonato Paulista é grande, é o maior regional do país, o mais disputado e mais competitivo. Talvez em um momento de cabeça quente ele tenha dado essa declaração, mas foi muito infeliz", disse Sheik, em abril. 

O time alvinegro venceu o clássico no tempo normal por 1 a 0, levando a partida para as penalidades. O Corinthians venceu nos pênaltis (4 a 3), se tornando campeão estadual. 

Em maio, o Tribunal paulista entendeu, em 1ª instância, que Sheik não cometeu injúria, pois não teria colocado em dúvida a sanidade mental do dirigente, havendo meramente "uma crítica à opinião". 

Galiotte recorreu. A decisão que inocentava Sheik foi mantida no acórdão.

"A sentença [primeiro grau] fundamentou-se na inexistência de crime, pois é visível o propósito de simplesmente dirigir crítica ao apelante [Galiotte] em virtude de sua prévia manifestação sobre a final do Campeonato Paulista de futebol, e não colocar em dúvida sua saúde mental ou atacar sua pessoa, até porque, em debates esportivos, em especial envolvendo futebol, são comuns expressões assemelhadas e até mais agudas", concluiu a relatora Fernanda Afonso.

Prejuízo para Galiotte

Além de ter seu pedido negado, Galiotte terá de pagar mais de R$ 2.500 de taxa judiciária.

Ao UOL Esporte, a assessoria da presidência do Palmeiras e a assessoria de comunicação do Corinthians informaram que analisarão a decisão judicial antes de um pronunciamento.

O departamento jurídico do Corinthians representou Sheik no Tribunal. Na ação, a defesa argumentou que o comentário do ex-atacante não teve o intuito de desqualificar Galiotte.

"A expressão empregada pelo Apelado [Sheik] foi dita em contexto de crítica, não se pretendendo, sob nenhum aspecto, colocar em dúvida a saúde mental do Apelante [Galiotte], sendo apenas uma resposta à opinião prévia manifestada por Galiotte, que, para dizer o mínimo do mínimo, colocou em dúvida a lisura e a organização do Campeonato perdido pelo clube por ele presidido", argumentou a defesa de Sheik.

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