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Levir cogita repetir 2014 e abolir concentração no Atlético, mas não agora

Treinador acredita que voltar a liberar os atletas poderá ser útil no futuro atleticano - Bruno Cantini/Divulgação/Atlético-MG
Treinador acredita que voltar a liberar os atletas poderá ser útil no futuro atleticano Imagem: Bruno Cantini/Divulgação/Atlético-MG

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

19/11/2018 04h00

Em agosto de 2014, Levir Culpi tomou uma atitude pouco usual no futebol brasileiro ao decidir acabar com a concentração no Atlético-MG. Desde então, alguns treinadores que passaram pelo clube prosseguiram com a iniciativa, mas a velha prática voltou a ser adotada com o passar do tempo. Agora, de volta, o treinador alvinegro acredita não ser possível liberar seus atletas nesta reta final de Brasileiro, mas não descarta voltar a abolir a concentração no futuro.

"Por mim, sinceramente, eu tiro a concentração. Mas não pode ser agora porque é quarta e sábado, com viagem longa no meio. É automático, os jogadores vêm, mas não para ficarem concentrados. Eles vêm para se recuperar fisicamente, precisam disso. Eles vão para a fisiologia. É importante nesse momento, não é para ir para casa. Mas eu não gosto de concentração, se o grupo me passar confiança e se eu sentir honestidade, eu corto essa concentração. Você ganha a confiança dos jogadores com isso e o time fica mais forte. Para quê prender os caras à noite, para correr mais no outro dia? Para mim é insano isso. Eu converso com eles, a gente se dá bem aqui, iremos entrar em um acordo", comentou o treinador, após a vitória contra o Bahia por 1 a 0, no último sábado (17).

Nesta semana, o Brasileiro voltará a ter jogos no meio de semana e no fim de semana. O alvinegro terá dois compromissos fora de casa contra Inter, na quarta-feira (21), e Santos, no sábado (24).

Quando a estratégia foi feita, em 2014, Levir tomou a decisão sozinho e não teve a aprovação de Eduardo Maluf, diretor de futebol na época. Mesmo assim, conversou com os jogadores e deu seu voto de confiança aos atletas. Meses mais tarde, o Atlético terminaria o ano comemorando o título da Copa do Brasil diante do seu maior rival Cruzeiro.

Conversar com os atletas é e será uma atitude recorrente de Levir, principalmente neste início no Galo. Desde que voltou, ele revelou não conhecer todo o grupo e teve dificuldades até para gravar o nome de alguns jogadores. Antes do jogo contra o Bahia, comentou ter passado de quarto em quarto para bater um papo e melhorar sua relação com os comandados.

Na partida contra o Bahia, o treinador chegou a sair da sua área técnica para trocar ideias sobre possíveis mudanças com os reservas que estavam aquecendo. Após a expulsão de Fábio Santos, uma das mexidas foi colocar Gabriel na lateral direita e passar Patric para o lado esquerdo. Depois, Luan e Cazares foram substituídos por Galdezani e Terans, respectivamente.

"Troquei ideia com os jogadores nas substituições, eles participaram. A comissão técnica, todo mundo falando e deu tudo certo, foi muito bem. Vamos sentar e ver o que é o melhor. Não quer dizer que vamos acertar em cheio, mas faremos com convicção", concluiu.

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