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Alvo de vaias, Ricardo Oliveira tenta evitar maior seca no Atlético-MG

Ricardo Oliveira se irrita durante jogo entre Atlético-MG e Grêmio - Pedro Vale/AGIF
Ricardo Oliveira se irrita durante jogo entre Atlético-MG e Grêmio Imagem: Pedro Vale/AGIF

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

11/11/2018 04h00

Alvo de vaias da torcida no revés para o Grêmio, no último sábado (3), Ricardo Oliveira está perto de repetir a sua maior seca com as cores do Atlético-MG. O atacante está há quatro jogos sem balançar as redes em 2018 e pode completar o quinto no domingo (11), quando enfrenta o Palmeiras, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Este é o segundo maior jejum de gols do veterano de 38 anos. Antes disso, ele havia ficado cinco compromissos consecutivos sem estufar as metas dos rivais atleticanos no Brasileirão. A má fase do jogador fez com que ele se tornasse alvo de críticas da torcida no último fim de semana, em jogo válido pela 32ª rodada do principal torneio nacional. Ao lado de Elias, ele foi um dos mais vaiados por aqueles que compareceram ao campo do Horto.

Neste domingo, diante do Palmeiras, o veterano tenta um gol para evitar a repetição de sua pior série no clube. Ele passou em branco por cinco jogos, ocorridos entre 19 de agosto e 5 de setembro. O jogador não marcou diante de Botafogo, Vasco, Vitória, Corinthians e São Paulo.

A atual seca do centroavante, que ainda se mantém como artilheiro do Galo no ano - 20 gols marcados em 51 partidas - também coincide com a pior sequência do clube na atual temporada.

O último gol de Ricardo Oliveira foi justamente no mesmo dia da vitória mais recente da equipe. Em 30 de setembro, o Atlético venceu o Sport por 5 a 2 no estádio Independência. Na ocasião, o camisa 9 marcou o quinto gol de sua equipe. De lá para cá, o atacante ficou quatro jogos em jejum. Ele se ausentou de uma partida por desgaste muscular. O Galo, por sua vez, obteve um empate (contra o América-MG) e foi derrotado em quatro oportunidades, diante de Chapecoense (Ricardo não jogou), Fluminense, Ceará e Grêmio.

Apesar disso, Levir Culpi demonstra confiança no jogador de 38 anos e crê que ele precisa ser mais acionado pelos companheiros em campo.

“Já trabalhei com ele no Santos e é um jogador que dispensa comentários, uma espécie de Léo (Leonardo Silva), por exemplo, jogador que já passou dos trinta anos, mas com uma tranquilidade muito grande. Os caras são muito profissionais e não há como chamar atenção de um atleta desses, porque eles dão 100%. É o caso do Ricardo, um cara que sabe o que tem que fazer e você nem precisa passar uma ordem tática para ele, já sabe o que tem que fazer”, analisou.

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