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Daniel era zoado por ser "quietinho", diz ex-companheiro de São Paulo

Marcello Zambrana/AGIF
Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

Bruno Braz

Do UOL, no Rio de Janeiro

31/10/2018 20h55

Atualmente no Vasco, Kelvin foi um dos jogadores que dividiram o vestiário do São Paulo com Daniel, atleta assassinado aos 24 anos no último sábado, em São José dos Pinhais (PR). O atacante conta que o elenco costumava brincar com a personalidade reservada do meia.

"Daniel era um cara super tranquilo, gente boa demais. A gente até o zoava porque ele era quietinho demais, só que, infelizmente, ocorreu essa fatalidade, essa tragédia. Nos pegou de surpresa, porque era um menino muito tranquilo", disse em entrevista ao UOL Esporte.

"Vai marcar para sempre porque quando eu cheguei no São Paulo, disputava posição com ele. Conversávamos, brincávamos... É uma coisa que fica marcada, mas infelizmente aconteceu. Vai ficar marcado em nossos corações", completou o agora vascaíno Kelvin.

O comentário de Kelvin se encaixa nas descrições de timidez que outras pessoas fizeram sobre Daniel. Um dos apelidos que ganhou na carreira foi "Mr. Bean", por falar pouco e ser fisicamente parecido com o personagem do humor britânico.

A Polícia Civil do Paraná ouviu nesta quarta o depoimento de uma testemunha considerada fundamental para elucidar o caso. Uma pessoa que esteva com Daniel na manhã do crime disse ter presenciado o momento em que ele foi espancado por quatro homens.

De acordo com seu advogado, a testemunha, que pediu proteção policial temendo represália, conheceu o jogador em uma boate de Curitiba onde todos comemoravam o aniversário de um amigo em comum.

À polícia, a pessoa afirmou que a motivação do crime foi ciúme, já que Daniel teria se envolvido com a mulher do homicida. Há imagens que mostram o atleta depois de ter o pênis cortado; a família pede para que as fotos não sejam compartilhadas.

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