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D. Luiz elogia longevidade de Tite na seleção e avisa: "Estou à disposição"

REUTERS/Russell Cheyne
Imagem: REUTERS/Russell Cheyne

Caio Carrieri

Colaboração para o UOL, em Burnley (ING)

31/10/2018 04h00

A última convocação de David Luiz aconteceu há mais de um ano, foi a única feita por Tite, mas o zagueiro mantém o desejo de voltar a vestir a camisa da seleção. Intocável no Chelsea que está invicto e na terceira posição no Campeonato Inglês, o defensor virou um dos pilares do time montado por Maurizio Sarri.

“Trabalho no meu clube para voltar à seleção, se for da vontade do professor Tite. Vou estar sempre à disposição porque amo o meu país”, disse ao UOL Esporte o jogador de 31 anos que ainda elogiou a decisão da CBF de renovar com o treinador após a Copa da Rússia. “O Tite está fazendo um excelente trabalho. No Brasil não estamos acostumados a dar tempo aos treinadores. Graças a Deus conseguiram fazer isso com o Tite depois da Copa do Mundo. Tenho certeza que ele está fazendo da melhor maneira possível, porque acumula resultados positivos por um longo período. Espero que o Brasil continue crescendo e chegue bem à próxima Copa do Mundo”.

Titular no Mundial de 2014, o defensor foi alvo de duras críticas na ressaca do 7 a 1 para a Alemanha. Dunga sucedeu Luiz Felipe Scolari e bancou o defensor. Com Tite,  foi chamado para os amistosos de junho de 2017 contra Argentina e Austrália em junho de 2017 e atuou na segunda partida, como volante. Na época ele jogava em posição semelhante no Chelsea, então sob o comando de Antonio Conte. Na temporada seguinte, um desentendimento com Conte e contusões o afastaram da equipe – não disputou um jogo sequer nos últimos quatro meses da campanha anterior.

Com a chegada de Sarri, David Luiz voltou a ter oportunidades e, mais do que isso, tornou-se referência dentro de campo. No último domingo, o Chelsea goleou o Burnley por 4 a 0, fora de casa, mesmo desfalcado do craque do elenco, o belga Eden Hazard. O futebol bem jogado, com trocas rápidas de passe, até o momento se sobrepõe a qualquer baixa momentânea para Maurizio Sarri.

“Amo jogar futebol, é muito gostoso para eu estar no campo fazendo o meu trabalho, ainda mais sendo da forma positiva que estamos fazendo. Foi difícil não ter jogado no ano passado com as lesões. Mas o que importa é que estou de volta e feliz para fazer o que eu amo”, continuou David.

“O Sarri é um grande treinador que está tentando todos os dias implementar a filosofia dele de trabalho. Um cara que gosta de jogar com a bola no chão, muita posse e movimentação para fazer um futebol alegre e bonito. Estamos buscando desfrutar com muita consciência ao mesmo tempo que buscamos nossos objetivos. Ele quer que sejamos felizes, porque isso é o mais importante na vida, independentemente do trabalho que você exerça”.

Para os próximos compromissos do Brasil, contra Uruguai e Camarões em amistosos na Inglaterra em 12 e 20 de novembro, respectivamente, Tite convocou os seguintes zagueiros: Marquinhos (PSG), Miranda (Inter de Milão), Pablo (Bordeaux) e Dedé (Cruzeiro).

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