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Atlético-MG convive com protestos e tenta reagir à pior série no Brasileiro

Sérgio Sette Câmara sofreu com protestos da torcida do Atlético-MG nos últimos dias - Victor Martins/UOL Esporte
Sérgio Sette Câmara sofreu com protestos da torcida do Atlético-MG nos últimos dias Imagem: Victor Martins/UOL Esporte

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

29/10/2018 04h00

Os protestos se tornaram cada vez mais comuns no Atlético-MG. O presidente Sérgio Sette Câmara e o diretor de futebol Alexandre Gallo são alvos constantes da torcida. No último sábado (27), mais um ato de indignação foi feito na entrada da Cidade do Galo. Em meio à pressão extracampo, o time tenta reagir à sua pior série no Brasileirão.

Os atleticanos fizeram três manifestações em pouco mais de 15 dias. Em 11 de outubro passado, membros de uma organizada foram ao centro de treinamento do clube para se queixar do momento. Alguns atletas pararam o carro para conversar com os alvinegros.

Dois dias após à demissão de Thiago Larghi e à contratação de Levir Culpi, um novo protesto ocorreu em frente à sede administrativa. O fato voltou a acontecer na terça-feira passada, no mesmo local. Nesse sábado (27), membros da Galoucura, a maior organizada do clube, foram à Cidade do Galo para protestar contra a má fase.

Fora dos gramados, sobretudo nas arquibancadas, os atos contrários à atual gestão do clube são cada vez mais frequentes. Em campo, porém, o time ainda não respondeu. Estagnado na sexta colocação desde 16 de setembro passado, o Galo vive o pior momento na atual edição do Brasileirão.

Nos últimos seis jogos, o Atlético obteve apenas uma vitória. O resultado positivo foi contra o Sport, na Arena Independência. Além do triunfo, a equipe perdeu para Flamengo, Chapecoense e Fluminense e conquistou empates contra Cruzeiro e América-MG.

Os tropeços recentes permitiram que o Santos se aproximasse do time na tabela do Brasileirão. A distância para o sétimo colocado, que já foi de sete pontos, hoje é de apenas três. O Galo tem chance real de perder a vaga em uma próxima edição de Copa Libertadores.

Apesar do cenário, Levir Culpi, treinador contratado para a vaga de Thiago Larghi há 12 dias, é cobrado por bons resultados na competição. A cúpula pede que ele mantenha o elenco entre os seis primeiros colocados.

"Existe um objetivo para todos nós agora no final do ano que é garantir a Libertadores. É um pepino que a gente tem que descascar. O elenco é grande, não sei se está sendo mal utilizado. Não sei se utilizaram muitos jogadores e acabaram perdendo aquela essência. Os resultados foram bons por tudo o que foi investido, pelo que os outros times investiram", declarou.

A má fase faz com que Levir Culpi se preocupe com a relação entre jogadores e torcida. O treinador pede que as organizadas que se manifestaram nos últimos mudem a postura e passem a apoiar o elenco e os dirigentes.

"A experiência que tenho no Atlético é essa. Quando há o envolvimento com o torcedor principalmente, é difícil de segurar. Se você transmitir isso para o torcedor, ele vem junto também", concluiu.

Ficha técnica
Ceará x Atlético-MG

Motivo: 31ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Arena Castelão, em Fortaleza (CE)
Data: 29 de outubro de 2018 (segunda-feira)
Horário: às 20h (de Brasília)
Árbitro: Wagner Reway (Fifa/MT)
Assistentes: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (Fifa/BA) e Eduardo Gonçalves da Cruz (MS)

Ceará
Éverson; Fabinho, Tiago Alves, Luiz Otávio e João Lucas; Richardson, Juninho, Ricardinho e Calyson; Arthur e Leandro Carvalho.
Técnico: Lisca Doido.

Atlético-MG
Victor, Emerson, Léo Silva, Maidana e Hulk; Adilson, Elias, Luan, Cazares e Chará; Ricardo Oliveira.
Técnico: Levir Culpi.

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