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"Novo Gattuso", Allan chega à seleção como referência em Napoli que empolga

Allan ganhou função também ofensiva com Ancelotti e foi lembrado por Tite - REUTERS/Alberto Lingria
Allan ganhou função também ofensiva com Ancelotti e foi lembrado por Tite Imagem: REUTERS/Alberto Lingria

José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo (SP)

26/10/2018 15h14

Tite nunca escondeu a admiração por Carlo Ancelotti. Foi o italiano que inspirou uma mudança no jeito de trabalhar do atual treinador da seleção e definitivamente tornou um jogador referência na Itália como a maior novidade da lista brasileira para os jogos contra Uruguai e Camarões. Allan há algumas temporadas se destaca com a camisa do Napoli, mas somente agora vai vestir a "amarelinha", referendado pelo ídolo do gaúcho.

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Desde os tempos de Maurizio Sarri, o Napoli tem empolgado na Itália. No ano passado, por exemplo, a equipe encarou de frente a poderosa Juventus até a última rodada, terminando com o vice-campeonato com apenas quatro pontos a menos. Allan já se destacava ao ponto de chamar a atenção da própria seleção italiana, mas subiu um nível agora sob a tutela Carlo Ancelotti, segundo colocado na atual edição da Série A (21 pontos, também quatro atrás da Juve reforçada por Cristiano Ronaldo).

O ídolo de Tite dirigiu um histórico Milan durante a década passada e não hesitou em comparar o brasileiro, elogiado pelo treinador da seleção na convocação desta sexta-feira (26), a uma das referências do futebol italiano nos últimos anos: o ex-volante e atual técnico Gennaro Gattuso.

"Allan e Rog [jogador croata] me lembram Gennaro Gattuso. Eles são dinâmicos, recuperam muitas bolas e são muito agressivos. Se assemelham", declarou em julho, com poucas semanas de trabalho no Napoli.

Milan Ancelotti Gattuso - Alberto Lingria/AFP Photo - Alberto Lingria/AFP Photo
Gattuso foi referência do Milan sob o comando de Ancelotti
Imagem: Alberto Lingria/AFP Photo

Gattuso, atual técnico do Milan, foi um dos principais jogadores italianos da última década. Sempre como titular e tratado como um "motor" no time, o ex-meio-campista teve papel fundamental em dois troféus de Liga dos Campeões com o clube rubro-negro e no título mundial da Itália em 2006.

Allan, por sua vez, é um dos "donos" do meio-campo do Napoli. A postura agressiva citada por Ancelotti ratificou-se na partida exemplar do brasileiro diante do Paris Saint-Germain, pela Liga dos Campeões.

Diante de estrelas do calibre de Neymar e Mbappé, Allan desarmou sete bolas e terminou a partida como o líder entre todos os atletas. Quatro destas intervenções, aliás, foram sobre o agora companheiro de seleção e camisa 10 do clube francês.

As características defensivas exemplificadas nesta estatística anterior, entretanto, não encantavam Tite ao ponto de atender a um clamor pela presença de Allan no grupo. Com Ancelotti, o ex-Vasco ganhou a responsabilidade de também ajudar o ataque. A colaboração ofensiva potencializou o meio-campista.

Na vitória sobre o Milan em agosto, Allan chutou quatro bolas na direção do gol adversário. Essa presença como também um construtor foi destacada por Tite ao explicar a convocação do jogador do Napoli.

"Estávamos monitorando o Allan há bastante tempo. Ele tem rodinha nos pés, jogada no box-to-box, área a área, chame do que quiser. Essa oportunidade se fez merecedora nessa carreira que ele construiu", justificou o treinador da seleção, convencido muito graças ao desempenho do meio-campista sob a tutela da sua referência Ancelotti.

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