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Marin é transferido para prisão de segurança mínima nos Estados Unidos

Brendan McDermid/Reuters
Imagem: Brendan McDermid/Reuters

Ricardo Perrone

Do UOL, em São Paulo

24/10/2018 21h23

O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, foi transferido para o presídio de segurança mínima Allenwood, que fica no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos. O cartola foi condenado a quatro anos de prisão pela Justiça do país. A informação foi publicada pelo Globoesporte.com e confirmada pelo UOL Esporte.

Marin está no novo endereço desde terça-feira da semana passada (16), e o presídio fica a cerca de 300 quilômetros do Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, em Nova York, onde ele estava desde dezembro de 2017, data do início da condenação.

Na prisão anterior, Marin estava com criminosos de todos os tipos aguardando decisões da Justiça. O local é famoso pelas más condições. Na nova prisão, a defesa de Marin acredita que ele terá melhor qualidade de vida. O local oferece atividades físicas, culturais e educacionais. A mudança, definitiva, foi comemorada pela defesa.

Marin presidiu a CBF de 2012 a 2015. Em dezembro de 2017, o cartola foi considerado culpado em seis acusações: conspiração para organização criminosa, fraude financeira nas Copas América, Libertadores e do Brasil e lavagem de dinheiro nas Copas América e Libertadores.

Entenda o caso

Marin foi um dos dirigentes da Fifa detidos no dia 27 de maio de 2015 em um hotel de luxo de Zurique pela polícia da Suíça, a pedido da justiça dos Estados Unidos.

Depois de passar cinco meses em uma prisão suíça e ser extraditado aos Estados Unidos, pagou uma fiança de US$ 15 milhões e passou dois anos em prisão domiciliar, em seu apartamento na Trump Tower na Quinta Avenida de Nova York, de onde saía apenas duas vezes por semana para assistir à missa.

Marin foi preso imediatamente em Nova York após sua condenação, anunciada em 22 de dezembro de 2017. Após sete semanas de julgamento no tribunal do Brooklyn, um júri popular o considerou culpado de seis das sete acusações de associação criminosa, lavagem de dinheiro e fraude bancária por aceitar subornos ligadas a contratos da Copa Libertadores e da Copa América.

Durante o julgamento, a defesa o apresentou como um idoso sem poderes, a quem a presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) caiu no colo de surpresa em 2012, para preencher o espaço deixado pela inesperada renúncia do até então poderoso Ricardo Teixeira.

E insistiu que, embora Marin fosse o presidente, não fazia nada sem Marco Polo Del Nero, com quem compartilhava os subornos.

Durante um jantar em 2014, Marin foi gravado falando sobre propinas por José Hawilla, empresário também acusado que colaborava com a justiça americana e que faleceu em maio deste ano.

No escândalo conhecido como Fifagate, a justiça americana acusou 42 pessoas e empresas de 92 crimes e de aceitação de mais de US$ 200 milhões em subornos.

Dos 42 acusados, três já morreram. Vinte e dois se declararam culpados e dois já foram sentenciados.

Quatorze permanecem em seus países, como Teixeira e Del Nero, este último banido pela Fifa de atividades relacionadas ao futebol. Del Nero nunca foi detido ou acusado no Brasil.

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