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Presidente da ANAF critica viagem de árbitro em "horário de torcida"

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Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

23/10/2018 20h20

A polêmica discussão do árbitro Ricardo Marques Ribeiro com torcedores nesta terça-feira (23), no aeroporto Salgado Filho, no Rio Grande do Sul, após trabalhar no empate entre Internacional e Santos, na segunda (22), foi analisada por Marco Antônio Martins, presidente da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (ANAF), que criticou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). 

"Ontem, o árbitro Ricardo Marques teve que viajar num horário onde se pode encontrar com torcedores, com jogadores, com dirigentes. Não se tem uma preparação, um modelo. Eu não discuto pessoas, enquanto gestor eu não discuto, eu discuto modelo de gestão e precisamos discutir como vamos fazer para cuidar da vida desses atletas", disse em entrevista à Fox Sports.

Na última segunda, Ribeiro causou polêmica ao anular gol de Leandro Damião após paralisar a partida por cerca de seis minutos. Ao término do jogo, já nos corredores do estádio Beira-Rio, o árbitro discutiu com dirigente do Internacional.

O presidente da ANAF isentou a Comissão Nacional de Arbitragem da CBF de ser a única culpada, mas defendeu a profissionalização dos árbitros brasileiros.

"Não é só culpa da Comissão. Eu acredito que temos que repensar o modelo de gestão. Não é possível que um campeonato que arrecade tanto dinheiro não tenha árbitro profissional ainda, que possa atuar no domingo, fazer sua recuperação na segunda, fisioterapeutas, treinadores físicos à disposição, psicólogos, para que ele possa se concentrar para uma partida de futebol", defendeu.

As críticas a Ricardo Marques Ribeiro também entraram no campo do Árbitro de Vídeo (VAR). Para muitos opositores, a utilização do VAR no Campeonato Brasileiro ajudaria a prevenir possíveis confusões como a do Beira-Rio.

"Quanto ao custo, posso responder o seguinte: a gente precisa resolver quem vai oferecer o VAR. A questão do custo entre clubes e CBF é uma questão que eles precisam resolver entre si. A informação que tenho é que na Série A tudo é passado aos clubes e que a CBF não retém nada do financeiro", comentou Marco Antônio Martins.

Acusado de ter provocado a ira de Ricardo Marques Ribeiro nos corredores do estádio Beira-Rio, Rodrigo Caetano, diretor executivo de futebol do Internacional, garantiu que não ofendeu o árbitro, e também pediu a utilização do VAR até o término do Brasileirão.

"Todos estamos envolvidos para o futebol brasileiro ser definido com o mínimo de erro. Sempre tem a questão humana envolvida, mas quando tem imagem e pode usar elas (...) Muito do que fica em julgamento é que em algum momento houve interferência externa. O que for da regra tem que ser aplicado. E o VAR vem para minimizar os erros", disse em entrevista coletiva.

Caetano também criticou a alegação de que o custo do VAR impossibilitaria sua utilização no Brasileirão, já que teria que ser utilizado em todas as dez partidas de cada rodada. "A questão financeira que envolve o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil (...) Não pode ser alegado o custo do VAR, que isso impediu que seja utilizado. É difícil de entender. Se for preciso, é óbvio que o Inter vai fazer tudo para outros clubes aderirem a isso", acrescentou.

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