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Ministério Público indica falso testemunho e dá razão a Paolo Guerrero

Paolo Guerrero comemora gol marcado durante a Copa do Mundo da Rússia - Stu Forster/Getty Images
Paolo Guerrero comemora gol marcado durante a Copa do Mundo da Rússia Imagem: Stu Forster/Getty Images

Do UOL, em São Paulo (SP)

23/10/2018 18h51Atualizada em 23/10/2018 19h23

José Llanos Chipana, membro do Ministério Público peruano, denunciou junto ao Poder Judicial o representante legal do Swissotel, hotel que o atacante Paolo Guerrero teria sido “contaminado” durante as Eliminatórias da Copa do Mundo da Rússia.

O representante do hotel teria mentido sobre os ambientes utilizados pelos jogadores da seleção peruana para receber visitas nos dias que antecederam a viagem a Buenos Aires para jogar contra a Argentina.

Paolo Guerrero teria sido contaminado com benzoilecgonina (principal metabólico da cocaína) ao beber um chá que, de acordo com o atacante, foi dado por um rapaz que estava no hotel. Depois disso, o peruano teve um resultado adverso no antidoping que acabou lhe custando uma punição de 14 meses sem pisar nos gramados (até abril de 2019).

No dia 10 de julho, Guerrero apresentou uma queixa pelos crimes de violação do sigilo profissional e falsidade genérica. O atacante alegou que o Swissotel apresentou informações confidenciais e falsas à Agência Mundial Antidoping (WADA).

De acordo com ele, essas informações foram relevantes na extensão de sua punição.

Após a investigação, o juiz da Primeira Criminal Provincial Procuradoria de San Isidro formalizou uma denúncia criminal para violações contra a fé pública, na forma de falsidade genérica.

O hotel indicou que o local que os jogadores peruanos ficaram era público, qualquer um poderia entrar. Porém, testemunhas indicaram que para entrar no ambiente era necessária uma autorização prévia e passar por uma equipe que estava encarregada de barrar desconhecidos.

Em contato com a reportagem do UOL Esporte, o vice jurídico do Internacional, Gustavo Juchem, informou que a ação do Ministério Público do Peru é uma das novas provas anexadas ao processo pelos advogados de Paolo Guerrero. Segundo ele, os representantes do jogador tentam, também com esta denúncia, provar a inocência do jogador e cancelar a punição.

O Internacional, clube que contratou o centroavante, por outro lado, não se envolve diretamente no pleito, apenas acompanha as movimentações à distância. 

No último dia 10, os advogados de Guerrero entraram com pedido de nulidade do caso e aguardam julgamento até o início de dezembro. Enquanto isso, o jogador treina acompanhado por profissionais contratados por ele, no Peru. 

A reportagem do UOL Esporte tentou contato com os advogados de Guerrero, que não responderam até o fechamento desta reportagem. 

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