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Manter base do time foi um dos segredos para hegemonia recente do Cruzeiro

Base da equipe foi mantida e virou trunfo para o Cruzeiro voltar a ser campeão em 2018 - Daniel Vorley/AGIF
Base da equipe foi mantida e virou trunfo para o Cruzeiro voltar a ser campeão em 2018 Imagem: Daniel Vorley/AGIF

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

19/10/2018 04h00

Hexacampeão da Copa do Brasil, o Cruzeiro voltou a ganhar um título nacional depois de quase um ano. Campeão do torneio em 2017, a equipe se firmou, mais uma vez, como uma das potências do futebol nacional nesta década. Na fala dos jogadores, o discurso sobre a força do grupo sempre esteve presente. Na prática, isso significa um trabalho de longo prazo da diretoria atual e também da anterior. Ao não se desfazer de atletas cobiçados e renovando com nomes importantes, o clube conseguiu manter o plantel entrosado e forte que vem conquistando novas taças a cada ano.

Principais nomes da atual diretoria, Wagner Pires de Sá e Itair Machado tiveram um papel importante na preservação da espinha dorsal. Primeiro porque conseguiram manter jogadores e o técnico Mano Menezes na Toca da Raposa, algo que ficou ameaçado após o final de ano conturbado devido às eleições presidenciais e a passagem de bastão para a nova gestão. Pilares da equipe, jogadores como Arrascaeta, Thiago Neves foram cobiçados no exterior, mas permaneceram e terminaram a Copa do Brasil como destaques.

Outro acerto no planejamento da equipe foi a renovação de alguns contratos. Dedé, Ariel Cabral e Raniel estavam com o vínculo próximo do fim, mas estenderam seus laços com o clube. Superado de vez o trauma das lesões no joelho, o defensor teve um desempenho impressionante que rendeu até convocações para a Seleção Brasileira.

O volante passou a maior parte da temporada na reserva, mas mostrou potencial para entrar nos dois jogos da final contra o Corinthians de titular. Por fim, o jovem atacante virou uma espécie de amuleto. Apesar de nunca ter se firmado no time, Raniel ocupou o posto de 12º jogador, sempre entrando para decidir jogos. A prova disso foi o passe para Arrascaeta matar a partida e selar o título celeste em Itaquera.

Na beira do gramado, até o técnico Mano Menezes teve seu futuro ameaçado, mas deu um voto de confiança para a nova diretoria e voltou a levantar taças. No final do ano passado, o treinador foi desejado no Palmeiras no momento que o Cruzeiro fazia mudanças em seu departamento de futebol e vivia dias incertos sobre a permanência de alguns funcionários. Em conversa com Wagner Pires e Itair Machado, Mano aprovou o planejamento da diretoria e deu sequência aos trabalhos para a temporada de 2018.

Daquele time que bateu o Flamengo na finalíssima de 2017, pilares como Fábio, Leo, Henrique, Thiago Neves e Robinho seguem entre os onze iniciais. Outros atuais titulares já estavam no grupo naquela ocasião, casos de Dedé e Arrascaeta. Do time que venceu o Corinthians, apenas Edilson e Barcos chegaram a Minas Gerais nesta temporada.

Se comparados ao time de Marcelo Oliveira que levou o bicampeonato brasileiro, o Cruzeiro teve perdas significativas e já não conta com a maioria daqueles atletas, mas não chegou a ser totalmente desfeito e conseguiu fazer uma renovação gradual. O volante Lucas Silva, que atuou em quase toda campanha do hexacampeonato, e Egídio, dono da lateral esquerda, deixaram o clube, mas acabaram voltando. Além da dupla, outros jogadores com trajetórias de sucesso e identificação com a entidade seguiram firmes no clube para conquistar novos títulos, como Fábio, Henrique, Dedé e Leo.

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