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Polícia do RS descobre falso agente que tentou negociar Luan e Damião

Estudante de direito tentou negociar Luan (foto) com o Everton, da Inglaterra - Lucas Uebel/Grêmio
Estudante de direito tentou negociar Luan (foto) com o Everton, da Inglaterra Imagem: Lucas Uebel/Grêmio

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

18/10/2018 12h36

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, em operação realizada em Porto Alegre, nesta quinta-feira (18), confirmou a existência de um esquema que falsificou documentos e tentou negociar os direitos econômicos de Luan e Leandro Damião, jogadores de Grêmio e Internacional.A Delegacia de Repreensão aos Crimes Informáticos informou apenas as iniciais de um estudante de direito, 32 anos, de posse de documentos que confirmam crime de estelionato.

De acordo com a polícia, L.C.A.B será indiciado e as investigações prosseguirão para averiguar se houve recebimento de valores e eventuais lesados em possíveis golpes aplicados. A Polícia Civil chegou a pedir prisão cautelar, mas a solicitação foi indeferida pela Justiça.

Foram cumpridos dois mandados de busca em diferentes bairros da capital gaúcha. Com eles, a polícia chegou a documentos falsificados que davam autorização ao estudante de direito.

Segundo apuração policial, o investigado chegou a se reunir pessoalmente com representantes do Everton, da Inglaterra, para tratar da transferência de Luan, meia-atacante do Grêmio. Também houve, de acordo com a Polícia Civil, tratativas com o Al Wehda, da Arábia Saudita, por Leandro Damião. As diligências confirmaram a existência de documentos falsificados ligados à CBF, sistema bancário, Receita Federal e autorizações de negociação.

O estafe de ambos os atletas negou que tenha dado autorização ao estudante de direito. O UOL Esporte apurou que o estudante tentou realizar outras operações como intermediário de, pelo menos, mais dois jogadores com passagem por Porto Alegre sob argumento de que residia em Londres e possuía livre trânsito em clubes ingleses.

A investigação teve início após descoberta de perfil falso nas redes sociais. Com um contato no WhatsApp, o estudante de direito manteve contato se apresentando como empresário influente no mercado do futebol gaúcho. A partir de então, as conexões se expandiram.

L.C.A.B foi conduzido ao DEIC (Departamento de Investigação ao Crime Organizado) de Porto Alegre, onde prestou depoimento apresentando sua versão aos fatos.

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