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Após choque com Bambu, atacante do Santos fratura tornozelo e perde Copa SP

Rafael, do sub-20, estava sem contrato e por isso lance com Bambu gerou polêmica - Ivan Storti/Santos FC
Rafael, do sub-20, estava sem contrato e por isso lance com Bambu gerou polêmica Imagem: Ivan Storti/Santos FC

Samir Carvalho

Do UOL, em Santos (SP)

18/10/2018 15h39

O zagueiro Robson Bambu, que já avisou que deixará o Santos no início do próximo mês, causou sem intenção outro problema que gerou mal estar na Vila Belmiro. O UOL Esporte apurou que o defensor fez um falta no atacante Rafael do sub-20 em jogo treino nesta semana e acabou fraturando o tornozelo do companheiro.

O choque com Bambu tirou Rafael da disputa da próxima edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior. O jogador agora será submetido a uma cirurgia e pode ficar aproximadamente entre quatro e seis meses longe dos gramados.

O lance ocorreu na frente do presidente José Carlos Peres, que acompanhava o jogo treino entre os reservas do Santos e o sub-20. A cúpula santista ficou bastante chateada com o defensor, mesmo entendendo que foi um lance normal. O agente do atleta, Fernando César, avaliou que foi um “lance de jogo”.

O problema é que o mal estar também se estendeu para a cúpula santista. Isso porque Rafael não tinha contrato profissional. Sendo assim, o clube paulista terá que pagar a cirurgia pois o jogador não estava incluído no plano de saúde com os demais atletas.

Segundo dirigentes santistas, o Santos deve pagar entre R$ 60 e R$ 80 mil, além do tratamento. Internamente, profissionais alegam que houve lentidão do departamento jurídico para que o contrato fosse confeccionado.

O empresário de Rafael, por sua vez, alega que foi feito apenas um contrato amador para o jogador não perder o prazo de inscrição da Copa São Paulo. Além disso, como Rafael é menor de idade, 17 anos, a logística para regularização no prazo da inscrição foi complicada, pois a família do jogador mora em São Luiz, no Maranhão, e o atleta foi contratado poucos dias antes da inscrição para a Copinha.

No entanto, a ideia era que o contrato profissional fosse feito em seguida, com uma parceria de direitos econômicos entre Santos e Ferroviário-CE, mas  não foi realizado no tempo esperado da cúpula santista.

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