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Fabrício diz que polêmica no Inter não foi nem 1% do que sofre no Vasco

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Do UOL, no Rio de Janeiro

16/10/2018 16h47

Fabrício conseguiu dar a volta por cima dentro do elenco saindo da condição de relegado ao posto de titular da equipe com o técnico Alberto Valentim, mas a relação com a torcida do Vasco ainda está longe da ideal. No último domingo contra o Cruzeiro, por exemplo, ouviu um coro das arquibancadas pedindo a sua substituição, algo que, segundo o próprio, teve uma magnitude muito maior do que o episódio quando defendia o Internacional, em que foi vaiado e deixou o campo fazendo gestos obscenos aos colorados.

“Minha esposa nunca veio a São Januário. Trazer o meu filho é a coisa que mais gosta de fazer, mas com essa cobrança o preservo bastante. Seguro a peteca sozinho. Meus pais em São Paulo ficam tristes, mas isso é coisa do futebol, é passageira. Eu já vivi isso no Inter, mas só 1% disso aí que aconteceu agora. Daquela vez me arrependo até hoje. Jamais vou fazer de novo”, declarou em entrevista coletiva.

No intervalo, Alberto Valentim tinha a ideia de substituí-lo diante da situação, mas o lateral esquerdo Ramon, em nome do grupo, pediu pessoalmente ao treinador para que mantivesse Fabrício. O jogador voltou para o segundo tempo e fez a jogada que resultou no gol de Yago Pikachu, algo que lhe rendeu aplausos dos torcedores posteriormente.

“No túnel o Ramon já falou que eu não ia sair. Eu disse que se fosse para ajudar o time, não teria problema. Pego pouco na bola, mas tenho que fazer algo quando pego. Combinamos no vestiário que iríamos comemorar o gol juntos. Entramos de mãos dadas, ideia do Alberto”, revelou.

Yago Pikachu comemora com Fabrício e Maxi López o gol marcado pelo Vasco - Thiago Ribeiro/AGIF - Thiago Ribeiro/AGIF
Fabrício foi abraçado pelos companheiros após fazer a jogada do gol de Pikachu
Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

Para Valentim, a perseguição dos vascaínos se dá ainda pelo episódio no primeiro semestre, quando jogadores postaram uma foto no Chile, na véspera da partida contra a Universidad de Chile, pela Copa Libertadores, que foi interpretada pelos cruzmaltinos como uma ironia aos torcedores. Na época, alguns dos atletas foram afastados pela diretoria e caíram em descrédito. Fabrício, que estava na imagem, não chegou a postar, mas também ficou marcado.

“Eu já estava preparado para isso. Se outro do elenco errar, não é a mesma cobrança que tem comigo. Estou calejado”, disse.

Na decisiva partida deste sábado, contra o Sport, em Recife (PE), Fabrício acredita que os vascaínos estarão presentes, e pediu apoio:

“Com certeza vai ter torcedor nosso no Recife. O torcedor tem que entender que jogando com a gente fica mais fácil. Do jeito que estavam me vaiando, alguém podia ficar com medo de tocar a bola para mim. Jogando junto é mais fácil e melhor para todos”.

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