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Elenco do Fla é analisado por chapas e poucos têm vaga cativa em 2019

Diego tem contrato até julho de 2019 com o Flamengo: permanência é incógnita - Luciano Belford/AGIF
Diego tem contrato até julho de 2019 com o Flamengo: permanência é incógnita Imagem: Luciano Belford/AGIF

Leo Burlá e Vinicius Castro

Do UOL, no Rio de Janeiro

03/10/2018 04h00

O Flamengo vive uma situação delicada no encerramento da temporada. Enquanto ainda se agarra nas possibilidades matemáticas para tentar o título do Campeonato Brasileiro, o elenco é acompanhado de perto pelas duas principais chapas que disputam a presidência do Rubro-negro na eleição de dezembro. Independentemente de quem triunfe no pleito, é denominador comum que poucos atletas têm vaga cativa no grupo em 2019.

Uma reformulação no departamento de futebol é pauta entre partidários de Ricardo Lomba (situação) e de Rodolfo Landim (oposição). No segundo caso, inclusive, espera-se mudanças ainda mais profundas em caso de vitória nas urnas. Ainda que o Flamengo tenha 11 jogos a fazer, é inegável que boa parte do pensamento está voltada para a próxima temporada.

Alvo de vaias da torcida, Vitinho ainda não emplacou com a camisa rubro-negra - Staff Images / Flamengo
Alvo de vaias da torcida, Vitinho ainda não emplacou com a camisa rubro-negra
Imagem: Staff Images / Flamengo

O elenco atual conta com 31 jogadores. Poucos, no entanto, são avaliados como possíveis peças importantes em 2019: o goleiro Diego Alves, os zagueiros Léo Duarte e Thuler, os volantes Cuéllar e Piris da Motta, os meias Everton Ribeiro e Lucas Paquetá - caso não seja negociado -, além dos atacantes Lincoln, Uribe e Vitinho.

O goleiro é considerado um líder do elenco, enquanto os dois volantes gringos são vistos como detentores do espírito necessário para a equipe. Os jovens zagueiros são símbolos da prata da casa, de forma que os meias se mostram fundamentais no processo de criação. A questão do ataque é mais complexa. Vitinho e Uribe chegaram recentemente e ainda precisam de preparação adequada para uma avaliação mais profunda. Já Lincoln é um dos principais ativos do clube.

O meia Diego é uma incógnita. Ele terá o contrato encerrado em 31 de julho de 2019 e divide opiniões nas duas chapas. No momento, inclusive, a possibilidade de extensão do vínculo é considerada distante, mas o futuro do camisa 10 é tratado como um capítulo à parte entre as correntes políticas.

Os demais nomes estão longe de qualquer unanimidade. Juan, Geuvânio e Marlos Moreno terão os contratos encerrados. Só que, por exemplo, mesmo que não imaginem no elenco de 2019 jogadores como Willian Arão e Romulo, as chapas terão dificuldade na reformulação.

Será preciso negociar os atletas que não interessam em definitivo ou por empréstimo. Os salários elevados são um entrave considerável. Por conta disso, o Flamengo na atual temporada deixou de recolocar os dois volantes citados, além de outros nomes.

Os últimos jogos da temporada podem até fazer com que determinado jogador suba no conceito dos avaliadores, mas a tendência de um elenco modificado se torna cada vez mais clara ao passar de cada rodada do Campeonato Brasileiro.

Resta saber a profundidade da reformulação promovida pelo presidente que será escolhido através dos sócios. O único fato consumado é que partidários de Lomba e Landim sonham junto aos torcedores com um Flamengo diferente do apresentado nas últimas temporadas.

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