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Sem priorizar, Fla tem pouco tempo para salvar ano. E não pode mais errar

Os jogadores do Flamengo deixam o gramado do Mineirão após a queda na Libertadores - DOUGLAS MAGNO / AFP
Os jogadores do Flamengo deixam o gramado do Mineirão após a queda na Libertadores Imagem: DOUGLAS MAGNO / AFP

Vinicius Castro

Do UOL, no Rio de Janeiro

31/08/2018 04h00

A eliminação na Copa Libertadores foi um duro golpe nos planos do Flamengo para a temporada. A queda colocou o Rubro-negro ainda mais sob pressão, já que resta pouco tempo e não há mais espaço para erros no objetivo de salvar 2018. A diretoria optou por não priorizar uma competição e falhou na meta de conquistar a principal taça do continente pela terceira vez na administração Bandeira de Mello.

Não é uma particularidade do Flamengo, mas o calendário com partidas a cada três dias costuma cobrar um preço amargo. Quando se perde o primeiro duelo das oitavas da Libertadores por 2 a 0, em pleno Maracanã, o cenário fica ainda mais complicado. E não é de hoje que o Rubro-negro falha quando os erros acarretam em consequências fatais.

Até por isso, a direção sempre viu mais chances de título no Campeonato Brasileiro. As 38 rodadas proporcionam rodagem ao elenco por suspensões ou lesões e, ainda assim, a manutenção da força para superar a maior parte dos rivais. No mata-mata, uma bola ou um dia ruim podem eliminar o clube de maior investimento, folha salarial ou melhores jogadores.

Independentemente disso, o Flamengo nunca escondeu a obsessão pela Libertadores, que foi perseguida de todas as formas na gestão do atual presidente. O mandato, no entanto, terminará em dezembro sem o sonhado título e com seguidos fracassos no continente. Incluindo até uma eliminação para o modestíssimo Palestino-CHI na Copa Sul-Americana de 2016.

A filosofia de contar com a força máxima permanece. Até pelo cenário eleitoral presente nos bastidores, a "colaboração" do carro-chefe do clube com títulos de expressão pode ser importante na busca por votos. O candidato da situação é o atual vice-presidente de futebol, Ricardo Lomba.

“Acho que não podemos poupar. O Flamengo é um clube muito grande, muito importante. Investimos em jogadores e não me parece fazer sentido poupar. O que promovemos são análises das condições de cada um após as partidas. O Flamengo precisa ir com a força máxima para conquistar todos os títulos que disputa”, afirmou o dirigente.

Apesar de analisar a disputa pelo título do Campeonato Brasileiro de forma positiva, o Flamengo considera a Copa do Brasil lucrativa. Ao realizar as semifinais contra o Corinthians, a proximidade de um possível tetracampeonato atrai. Em tese, são apenas quatro jogos para uma conquista de expressão e que vale muito dinheiro.

O Rubro-negro já embolsou R$ 11,9 milhões com a vaga na semifinal. Se chegar à final e conquistar o título, colocará o total de R$ 61,9 milhões nos cofres. Se for vice-campeão, R$ 31,9 milhões. Na atual circunstância, o clube joga todas as suas fichas para tentar levantar as duas taças que restam em 2018.

Depois da eliminação para o Cruzeiro, o técnico Maurício Barbieri deixou claro que a decisão de não privilegiar qualquer uma das competições foi tomada pela diretoria do clube. E será assim até o fim.

“O treinador não é soberano para tomar a decisão. O clube é maior do que o técnico, o presidente. A decisão é pensando no que o Flamengo representa. E foi correta. Trabalhamos para que no fim do ano possamos demonstrar com resultados. O tamanho do Flamengo exige sempre vencer em qualquer competição. Não é correto jogar a responsabilidade de uma eliminação nisso. Foi o caminho que escolhemos”, encerrou.

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