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Ganso é oferecido ao Girona e aguarda Sevilla em semana decisiva

Aitor Alcalde/Getty Images
Imagem: Aitor Alcalde/Getty Images

Marcus Alves

Colaboração para o UOL, em Lisboa

30/08/2018 04h00

Na manhã da última terça-feira, Paulo Henrique Ganso posou para foto ao lado de seus companheiros de Sevilla na estátua que homenageia o ex-lateral-esquerdo Antonio Puerta, que faleceu mais de dez anos atrás com uma parada cardíaca. Foi apenas um dos eventos oficiais cumpridos pelo meia naquele dia. Na companhia do compatriota Guilherme Arana, ele era um dos poucos com óculos escuros no rosto.

O ar sereno de Ganso observando o horizonte contrastava com a semana decisiva para o seu futuro.

A janela de transferências do futebol espanhol se encerra nesta sexta-feira, 31, e, até o fechamento da matéria, não havia nenhuma definição em torno da situação do brasileiro. Conforme apurado pelo UOL Esporte, o nome do ex-santista e são-paulino foi oferecido pelo Sevilla ao modesto Girona.

Seria uma forma de reduzir a pedida de 20 milhões de euros (R$ 93 milhões) pela contratação do destaque Portu. A princípio, o Girona bateu o pé e descartou a inclusão de qualquer jogador.

É mais uma tentativa desesperada de se livrar de Ganso e do seu salário de 2 milhões de euros anuais (R$ 9,35 milhões), sem impostos, e abrir espaço em seu elenco. A interlocutores no mercado, o clube comunicou recentemente que aceita negociá-lo por 6 milhões de euros (R$ 28 milhões). O prejuízo financeiro com o meio-campista é fato consumado. O esforço no momento é para minimizá-lo, ao máximo.

Ganso e seu estafe deixaram a cargo do Sevilla todo o trabalho para encontrar um interessado que agrade.

É uma maneira de pressionar a equipe a dar o que ele persegue desde o início do ano: a rescisão de contrato. Naquela altura, ele sinalizou que aceitava abrir mão de todas as cifras que tinha a receber até o fim de seu vínculo, em julho de 2021, para ficar livre e definir o seu próximo passo por conta própria, com direito a luvas milionárias.

Com apenas 25 vagas disponíveis para inscrever na Liga Espanhola, o técnico Pablo Machín não conta com o seu futebol e sinalizou que novas saídas devem acontecer até o fim da janela.

“Até o último momento, pode acontecer o que tiver de ser. Se o jogador não quiser sair ou não esteja de acordo... Dependemos muito da decisão do atleta. Respeitamos sempre os contratos dos jogadores”, afirmou Machín, em entrevista coletiva, sem citar Ganso nominalmente.

A situação descrita pelo comandante cabe, ainda assim, perfeitamente na do meia de 28 anos. O diretor de futebol Joaquín Caparrós já deixou clara a sua preocupação com o ostracismo do brasileiro, que, entre outras ofertas, recusou o Santos Laguna, do México, e se nega a se transferir para ligar alternativas que não ofereçam a mesma qualidade de vida que a sua família tem em Sevilha.

Em praticamente nove meses, ele fez apenas um jogo oficial, contra o Zalgiris Vinius, da Lituânia, ainda no início do mês, pela Liga Europa. Foram pouco mais de 15 minutos em campo.

Além do Girona, as suas fichas estiveram na mesa também de Espanyol, Alavés e Valladolid, porém, nenhum dos diálogos avançou. Em caso de empréstimo, a sua preferência é por continuar no país.

A menos de 48 horas para que o mercado feche, Ganso se encontra ao lado de nomes como Luis Muriel, Borja Lasso e Carriço como prioridades para deixar o Sevilla. Enquanto nada é resolvido, ele segue trabalhando normalmente, consciente de que não faltariam interessados em seu futebol no Brasil.

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